Na contramão do cenário nacional, Câmara de Canoinhas aumenta número de partidos representados


Plenário da Câmara de Canoinhas/Edinei Wassoaski/JMais

Com cinco partidos representados atualmente, Câmara terá seis siglas em 2021

 

 

REPRESENTAÇÃO

Canoinhas foi na contramão do cenário nacional nas eleições deste ano. No Brasil, como resultado das eleições municipais, a maioria das Câmaras de Vereadores vai ter um número menor de partidos políticos, a partir de 2021. Canoinhas terá um a mais.

 

 
 

 

Reprodução TV Globo

 
 

 

O Brasil tem 33 partidos políticos, entre direita e esquerda, situação e oposição, grandes e nanicos. A minirreforma eleitoral que proibiu coligações para a proporcional visa diminuir este número. As coligações com partidos grandes ajudavam os pequenos a conquistar cadeiras de vereador. Mas essas coligações não são mais permitidas. A mudança começou a valer agora, nesta eleição de 2020.

 

 

 

Nas cidades com até cinco mil habitantes, as Câmaras tinham, em média mais de cinco partidos após a eleição de 2016. Em 2020, essas cidades elegeram vereadores de menos de quatro partidos, em média.

 

 

 

 

 

Nos municípios que têm população entre cinco mil e dez mil habitantes, o número médio de partidos representados no Legislativo caiu de seis para quatro. O mesmo movimento de queda aconteceu nas cidades que têm entre dez mil e 20 mil e entre 20 mil e 50 mil habitantes.

 

 

 

Em Canoinhas, o Podemos de Marcos Homer entrou para dividir a representatividade na Câmara. Na atual legislatura, PL, PSD, MDB, PSDB e PSL têm vereadores no rol de titulares. Para a próxima legislatura os mesmos partidos seguem representados, agora com a adição do Podemos, partido que mais cresceu em Canoinhas nos últimos anos.

 

 

 
 

 

 

FIM DAS COLIGAÇÕES

O fim das coligações foi estabelecido pela Emenda Constitucional 97, aprovada pelo Congresso em 2017. A emenda também restringiu a distribuição do fundo partidário – dinheiro público usado para financiar campanhas eleitorais e pagar despesas dos partidos como viagens e aluguel. O texto também limitou os partidos aptos a participar da propaganda gratuita no rádio e na televisão.

 

 

 

Para ter acesso ao fundo e à propaganda, as legendas precisaram atingir um desempenho mínimo na eleição para Câmara dos Deputados em 2018. Por exemplo: conseguir, ao menos, 1,5% dos votos válidos.

 

 

 

Nove partidos não atingiram esse mínimo e perderam força na eleição municipal deste ano: Rede, PCB, PSTU, PCO, PMB, PMN, PRTB, PTC e DC.

 

 

 
 

 

 

EFEITO COLATERAL

A diminuição de partidos nas Câmaras de Vereadores produziu um efeito colateral. Segundo levantamento do portal G1, em 14 cidades haverá vereadores de um único partido. Em 12 delas, eles serão do mesmo partido do prefeito.

 

 

 
 

 

 

COM QUEM SERÁ

Vereador Célio Galeski (PSL) disse que está negociando com o governo Beto Passos (PSD) uma pasta para chamar de sua. Em pauta a Habitação ou Desenvolvimento Rural.

 
 

 

 
 

APAE

O resultado da reunião, que aconteceu na manhã dessa segunda-feira, 23, em seu escritório em Bombinhas, entre a deputada Paulinha e Aline Ruthes (MDB), apoiadora das atividades da Apae, de Major Vieira, foi de R$ 200 mil para a instituição.

 

 
 

 

 
 

 

 

Este recurso, de emenda parlamentar da deputada, será destinado para a compra de uma van para a Apae de Major Vieira que irá assistir 48 pessoas, entre crianças, jovens e adultos.
 

 

 
 

 

 
 

140 mil

conteúdos foram excluídos do Facebook no primeiro turno das eleições municipais

 

 

 
 

 

 

ABSTENÇÃO RECORDE

A soma de abstenções, votos brancos e nulos supera a votação recebida pelo primeiro colocado nestas eleições para prefeito em 483 cidades brasileiras. Dessas, 18 são capitais.

 

 

 

É o caso de São Paulo, onde 3,6 milhões de eleitores optaram por não escolher um candidato à prefeitura. O primeiro colocado no primeiro turno, o prefeito Bruno Covas (PSDB), teve 1,7 milhão de votos (32,85% dos votos válidos).





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