Morna no começo, segunda temporada de Big Little Lies surpreende no final

HBO/Divulgação

Nicole Kidman e Meryl Streep dominaram temporada

 

 

BOM FINAL

Ao saber que a segunda temporada de Big Little Lies não encontrava amparo na obra literária de Liane Moriarty torci o nariz. Lembrei do horror da última temporada de Game of Thrones e disse… ih, isso não vai prestar.


 

 

Os primeiros episódios comprovaram minha tese. Chata e arrastada, nem o talento de Meryl Streep salvava. Mordi a língua à medida que a tensão entre Mary Louise Wright, a sogra protagonizada por Meryl, cresce para cima de Celeste Wright (Nicole). As duas travam cenas interessantes, mas nada que supere o tribunal dos dois últimos episódios.

 

 

 

Ao jogar verdades uma na cara da outra, as duas são sensacionais. Nicole e sua contraditória e conturbada relação com o luto de ter perdido o marido que, ao que parece e apesar de tudo, ela amava, consegue transmitir essa contrariedade com raro talento. Não me atreveria a dizer que Meryl está em um de seus melhores papéis, mas em se tratando dela, sempre temos um show.

 

 

 



Outra atriz que brilhou foi Laura Dern, como  Renata Klein. A cena final, em que bate no marido e transforma aquele em um ato de libertação, mostra porque ela tem o respeito que tem.

 

 

 

 Reese Witherspoon também foi ótima ao desenrolar o drama de confessar ao marido, mesmo que sem querer, que o traiu. Ao ter certeza de que é com o marido que quer ficar, ela dá conta do drama da personagem com seu talento habitual.

 

 

 

Personagem apagado na primeira temporada, ganhou destaque o papel de Bonnie Carlson, quem de fato deu o empurrão fatal no terrível marido violento de Alexander Skarsgård. Seu drama com a mãe, no entanto, pareceu um acessório desnecessário para justificar sua confissão.

 

 

 

Se você ainda não viu, assista, mas não desanime nos primeiros episódios. A série custa a engrenar, mas quando engrena, empolga. A série está completa no HBO GO.

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