Momento mais delicado da pandemia para SC exige ações efetivas dos prefeitos


Prefeitos da região reunidos em 17 de março/Divulgação/Amplanorte

Avanço das mortes e explosão de casos de covid-19 já era previsto por causa do inverno

 

 

 

DIFÍCEIS DECISÕES

Quando em março a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia causada pelo coronavírus, uma semana depois uma fatídica reunião na sede da Amplanorte, em Mafra, deixou os prefeitos da região de Canoinhas com os cabelos em pé. Havia a perspectiva de 6 mil mortes em Santa Catarina. O lockdown parecia inevitável e foi o que aconteceu três dias depois.

 

 

 

 

Quatro meses depois da liberação do comércio, setor mais fragilizado pelo fechamento quase que total, Canoinhas soma três mortes e pouco mais de 200 casos confirmados de coronavírus, realidade não muito diferente de Mafra (123 casos) e Três Barras (259 casos), pra ficar nas maiores cidades da região. Os números podem ser considerados baixos, mas tendem a aumentar e isso ocorre no momento de maior relaxamento das medidas de isolamento social.

 

 

 

Sem ver o que se previa, provavelmente porque houve maior rigor no começo da pandemia, a população local não acredita que a coisa piore. Isso se configura em um desafio para os prefeitos, que viram jogada nos seus colos a responsabilidade por manter a população minimamente distanciada para evitar a proliferação do vírus. Como se faz isso sem ferir brios e sentimentos a quatro meses das eleições municipais?

 

 

 

Um verdadeiro dilema para os alcaides que, se não são candidatos a reeleição, querem fazer um sucessor.

 

 

 

À medida que não se vê nada de tão dramático na região, aumentam os argumentos dos negacionistas que, alheios às evidências científicas e interessados em tumultuar para de alguma forma faturar com isso, se espraiam pelas redes sociais com desenvoltura.

 

 

 

 

Não há receita 100% correta para os prefeitos seguirem. Se houvesse, o inventor ganharia muito dinheiro e/ou prestígio. Se me permitem um palpite, eu diria que se sobressairão na conclusão desse drama mundial aqueles que não se intimidaram e fizeram o necessário para afastar a população do vírus.

 

 

 

 

Em Canoinhas, Beto Passos (PSD) parecia ir no caminho certo, se meu raciocínio está correto. Caiu na dubiedade ao permitir que os pastores retomem os cultos sob o argumento de que viram suas receitas caírem a zero. Na lógica do prefeito, o trabalhador que precisa de ônibus para atravessar a cidade a fim de garantir o sustento da casa tem de se virar do jeito que dá. Para orar, no entanto, a restrição não cabe a ele, mas justamente a quem pede a liberação e, logo, está liberado. A discussão sobre a prioridade nestes dois casos dá um bom debate.

 

 

 

 

 

 

 

 

QUAL A LÓGICA?

Por causa da pandemia os Correios estão abrindo em horário reduzido (das 8h30 às 12h30 e das 14 às 16h30). Se fechassem de vez até faria sentido por preservar seus funcionários da exposição ao vírus. Agora, atender em horário reduzido ajuda a aglomerar pessoas, não?

 

 

 

 

 

 

 

 

MESMA LÓGICA

A mesma lógica maluca vale para a determinação válida aqui em Canoinhas e região, inclusive, de que os restaurantes e lanchonetes podem servir presencialmente os clientes até às 22h. Seria mais perigoso pegar covid-19 depois desse horário?

 

 

 

 

 

 

 

OUTRA VISÃO

Em entrevista à revista Veja deste final de semana, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirma que o Brasil está vencendo a luta contra o coronavírus a despeito das quase 80 mil mortes e prevê uma estabilização da pandemia para setembro. Ele defende uma análise regional da doença para se ter um retrato mais fidedigno da situação. “Considero que no Norte e no Nordeste o vírus está concluindo o seu ciclo. Já no Centro Sul está nítido que os casos subiram e agora, na maioria, estão altos  e em um platô”, alerta.

 

 

 

 

 

 

 

AGORA VAI

O Município de Canoinhas abriu pela terceira vez processo licitatório para obras de pavimentação das ruas Frei Menandro Kamps, Júlio Budant Neto, Frederico Kohler, Antônio Liller, João Watzko, Porfírio Alves, João Alexandrina, Feres João Sfair, Deodato de Lima, Paulo Weise, Alvino Voigt, Henrique Zugmann, Guilherme Gonchorovski, Bento de Lima, Alois Stueber, e trechos do calçadão da rua Paula Pereira e do calçadão da rua Vidal Ramos.

 

 

 

 

 

 

 

 

NA JUSTIÇA

Uma frente de ofendidos com postagens em redes sociais levantando suspeitas sobre o setor de licitações da prefeitura de Canoinhas está processando um empresário que publicou acusações contra o setor no Facebook. A advogada Bianca Neppel foi contratada para fazer as ações que incluem queixa crime e indenização por danos morais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEM DEIXAR SAUDADES

Prefeito Beto Passos se sentiu traído por uma de suas assessoras mais próximas. Sua chefe de gabinete, Maria Josefa Batista Leite, teria topado ser candidata a vereadora pelo PSD, partido do prefeito. Para tanto, foi exonerada no mês passado.

 

 

 

Tal foi a surpresa do prefeito quando soube que a até então aliada tinha desistido da disputa. O motivo? Seu marido, o ex-vereador Batista Leite, tinha se filiado ao PSDB de Norma Pereira, partido pelo qual pretende se candidatar a vereador.

 

 

 

 

 

 

Corre a boca pequena que é modus operandi do casal. Diz-se que João Batista Leite teve a mesma atitude com seu ex-chefe, o então deputado estadual Antônio Aguiar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NA CONTRAMÃO

Enquanto muitos pré-candidatos estão se desvinculando de veículos de comunicação para não correr o risco de serem impugnados, tem pré-candidato anunciando que vai ter programa televiso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Paulinho Basilio e Norma Pereira têm conversado há meses sobre eleições e possível coligação/Biluka/Divulgação

Analistas políticos avaliam que Paulinho Basilio tem mais a perder se não tiver uma campanha bem-sucedida a prefeito pelo MDB do que Norma Pereira pelo PSDB.

 

 

 

Norma, que inclusive disse que deve anunciar na próxima semana uma posição definitiva sobre estas eleições, caso seja derrotada, tem a boa chance de assumir a vaga de Carmem Zanotto (Cidadania) em Brasília. Já Basilio ficaria apagado na política. O risco maior para Basilio é deixar uma vaga para a qual ele tem boas chances de se reeleger (na Câmara, no caso) para uma disputa bem mais arriscada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A DÍVIDA

A Secretaria de Estado da Saúde tem cinco dias para responder o deputado Bruno Souza (Novo) sobre todas as dívidas, os detalhes do pagamento e sua quitação no valor de R$ 750 milhões. No fim da tarde desta quinta-feira, 16, o parlamentar protocolou na entidade a notificação extrajudicial já que o prazo para resposta do ofício do dia 5 de maio venceu.

 

 

 

 

No dia 1 de maio, o governo catarinense, em nota oficial sobre a exoneração do secretário Helton Zeferino, afirmou que a dívida da saúde estimada em R$ 750 milhões havia sido quitada. Quatro dias depois o deputado encaminhou ofício pedindo esclarecimentos sobre esses pagamentos, que não foi respondido.

 

 

 

 

No dia 22 de maio o governador Carlos Moisés, durante entrevista coletiva, afirmou novamente que a dívida tinha sido “zerada” e que era de R$ 600 milhões.

 





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