Menor distanciamento em grandes cidades pode multiplicar vírus no interior, alerta estudo


Rovena Rosa/Agência Brasil

Pico epidêmico da covid-19 no país deve ocorrer em diferentes momentos para cada cidade

 

 

 

ALERTA

Um alerta que a coluna fez aqui na semana passada ganha reforço com  um estudo da Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV) divulgado na semana passada pelo jornal O Globo: O relaxamento de medidas de distanciamento social nos grandes centros urbanos do país pode resultar no aumento do impacto da covid-19 em municípios menores sem altos índices de infecção.

 

 

 

A conclusão saiu do cruzamento de dados epidemiológicos com os de mobilidade. Foram usadas informações do censo demográfico de 2010, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dinâmicas sociais e econômicas entre municípios.

 

 

 

Os pesquisadores Guilherme Costa, Wesley Cota e Silvio Ferreira indicam, exatamente como o de seus pares da USP, que o chamado pico epidêmico da covid-19 no país deve ocorrer em diferentes momentos para cada cidade.

 

 

 

Com mais de 3 mil municípios sem registros oficiais da covid-19 — eram 2.142 cidades até 30 de abril —, o Brasil ainda pode ter grandes surtos do Sars-CoV-2 em cidades do interior, alerta o estudo. A pesquisa leva em conta índices baixos de imunização e a flexibilização do isolamento social nos grandes centros, que concentraram a epidemia desde o início.

 

 

 

 

 

 

IGNORÂNCIA

Uma equipe de testagem da primeira pesquisa sobre a epidemia de covid-19 foi detida pela Polícia em Caçador. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste domingo, 17, relata que as equipes estão sendo detidas pela polícia, impedidas de trabalhar por governos municipais ou agredidas nas ruas.

 

 

 

O estudo pretende testar amostra de 33.250 pessoas em 133 cidades, em todos os estados. O objetivo é estimar quantos brasileiros já foram infectados pelo novo coronavírus, o que auxilia o planejamento do combate à doença e o seu estudo científico.

 

 

 

Em vários municípios, o material de testes foi destruído e as equipes do estudo tiveram de abandonar a cidade e desistir da pesquisa. As equipes são detidas para prestar esclarecimentos, são barradas por prefeituras porque não haveria autorização para o trabalho; são atacadas nas ruas porque estariam violando quarentenas ou porque houve boatos de que seriam golpistas ou uma ameaça à saúde, segundo relatos dos coordenadores e executores da pesquisa.

 

 

 

Segundo o Ibope e também segundo os pesquisadores da Ufpel, eles devem ter perdido uns 800 testes, apreendidos, abertos, detonados.

 

 

 

A pesquisa é financiada pelo Ministério da Saúde e foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

 

 

 

 

 

 

 

 

FRANGUINHO NA PANELA

O prato predileto do brasileiro neste isolamento é a sobrecoxa de frango. A venda da carne saltou 4.000% em relação a março e abril do ano passado numa grande rede carioca de supermercados, conforme revelou o colunista de O Globo, Ancelmo Gois.

 

 

 

 

 

 

 

 

8

em cada 10 professores não se sentem preparados para ensinar online, mostra pesquisa do Instituto Península

 

 

 

 

 

 

 

 

O DONO DO IPHONE

O Supremo vai decidir em breve a quem pertence a marca iPhone no Brasil. Ocorre que a Gradiente já havia registrado a marca IPhone (com i maiúsculo mesmo) antes da chegada do smartphone da Apple no Brasil. Um ano antes, em 2007, a Apple já havia registrado a marca iPhone nos EUA. Em 2012, a Gradiente lançou seu próprio smartphone no Brasil e a discórdia começou.

 

 

 

 

 

 

 

CIÊNCIA

O brasileiro está sentindo na pele o quanto é importante valorizar a ciência, que, vejam só, conforme análise do Ipea, perdeu 40% do valor real dos recursos federais entre 2015 e 2019.

 

 

 

 

 

 

 

10 TITANICS

Para quem ainda não conseguiu se sensibilizar com o avanço do coronavírus no Brasil, proponho uma simples comparação. Em 1912, 1,5 mil pessoas morreram no naufrágio do Titanic. O Brasil passou dos 16 mil mortos por covid-19 no fim de semana, nada mais nada menos que mais de 10 Titanics.

 

 

 

 

 

 

90%

foi a queda no total das ofertas de voos no Brasil desde o início da pandemia





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