Médicos se preocupam com medo de pacientes sintomáticos de covid-19 de perder o emprego


Agência Brasil

Eles temem que o vírus se propague porque doentes não relatam problema, nem procuram recurso

 

 

 

ALERTA

Três médicos com os quais a coluna conversou nos últimos dias se mostraram preocupados com o que vêm observando em relação ao comportamento de moradores de Canoinhas e região. O baixíssimo número de casos sintomáticos relatados às autoridades de saúde pode esconder uma realidade desastrosa. Os sintomas de covid-19 variam de pessoa para pessoa. Enquanto alguns necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), outros nem sintomas sentem. Por isso, ao menor sinal de febre e tosse seca (principais sintomas da covid-19), o aconselhável é que a pessoa se isole por pelo menos 14 dias. Grandes empresas como a WestRock, que anunciou hoje que vai testar todos os funcionários, contratados e terceirizados, seguem protocolo rigoroso para detectar casos, cientes do perigo que correm. Porém, 90% da economia canoinhense, por exemplo, é tocada por pequenos negócios. Nem todos estão preocupados com a pandemia e é aí que mora o perigo.

 

 

 

 

Os médicos relatam que já chegaram a dar atestado de 14 dias de isolamento e ouviram do paciente que ele teria complicações no trabalho.  “Temos algumas portarias ministeriais regulamentando o isolamento domiciliar de pacientes sintomáticos. Esta medida é extremamente importante para contermos a possível disseminação da doença. Protege os demais trabalhadores e clientes. O médico se baseia em critérios bem claros para indicar este isolamento. Porém, alguns trabalhadores podem ficar receosos de perder o emprego caso se afastem por até 14 dias. Esse medo pode fazer com que ele continue indo trabalhar, mesmo com sintomas, correndo o risco de disseminar o vírus entre os colegas de trabalho e clientes. Acho importante orientar o empregador sobre a importância desta medida”, relata um dos médicos. Nenhum deles quis se identificar.

 

 

 

 

Quando o paciente procura atendimento no centro de triagem, caso preencha critérios de Síndrome Gripal, ele recebe atestado médico e Orientações sobre Isolamento Domiciliar e assina um termo de consentimento. O atestado deve ser entregue na empresa e o funcionário deve se isolar imediatamente por 14 dias. Se os sintomas desaparecerem ele volta ao trabalho. Do contrário o atestado tem de ser prorrogado.

 

 

 

 

Em Blumenau, uma empresa que demitiu funcionários por, supostamente, estarem de atestado por apresentarem sintomas de covid-19, foi obrigada pela Justiça a reintegrar os empregados. A empresa alegou que estava demitindo por causa da queda nas vendas.

 

 

 

 

 

 

 

MUNDO CÃO

O mesmo mundo que é capaz de dar demonstrações de solidariedade ao sair às janelas para bater palmas aos profissionais de saúde é capaz de proporcionar cenas degradantes como as reveladas pela repórter da Folha de S.Paulo, Sylvia Colombo. Em países da América Latina médicos que moram em prédios reclamam que recebem mensagens de vizinhos por meio de cartinhas mandando eles irem embora por estarem disseminando o vírus.

 

 

 

 

 

 

 

 

HOMENAGEM

A Câmara de Vereadores de Canoinhas vai analisar projeto de lei que dá ao Mercado Público Municipal o nome do empresário Luiz Saliba Davet, um dos administradores do Fricasa Alimentos, hoje propriedade da Pif Paf Alimentos. Saliba morreu há cinco anos, deixando um legado de ajuda ao próximo contribuindo com diversas entidades do Município.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POSICIONAMENTO 

André Flenick, hoje no Podemos, se firmou como um dos mais ativos bolsonaristas em Canoinhas. Com o esvaziamento do PSL depois que o presidente Jair Bolsonaro deixou o partido, ele e outros bolsonaristas e pessoas de centro e de direita que não são propriamente ligadas a Bolsonaro, migraram para o Podemos, PRTB (do pré-candidato a prefeito Ivan Krauss) e DC.

 

 

 

Questionado sobre as reações negativas de muitos bolsonaristas da cidade em relação ao governador Carlos Moisés (PSL), ele diz que “já vínhamos acompanhando uma série de erros que o fez perder prestígio entre bolsonaristas, erros como o não cumprimento da promessa de manter a Gersa em Canoinhas, de não substituir os cargos políticos da gestão passada por pessoas técnicas (mesmo que pessoas apartidárias), por se aliar com pessoas ideologicamente opostas e ao final por tentar segurar uma base eleitoral oferecendo cargos até a opositores. A gestão na pandemia apenas expôs um pouco do Moisés, com boatos que já ouvíamos sobre alguns próximos a ele como no caso do Hospital de Campanha com valor absurdo em Itajaí. Realmente foi uma decepção, pois sabíamos que os outros candidatos seriam governadores ruins mas no Moisés acreditávamos que seria bom”, explica.

 

 

 

 

 

 

Sobre Sérgio Moro ter desertado do governo, ele fala que lembra que em 2013, época das manifestações contra o governo do PT, Moro era o “grande herói”. “Eu já acompanhava Bolsonaro desde 2010 nas redes sociais e ele sempre foi um defensor de Moro. Sobre os pronunciamentos desta sexta-feira a minha opinião pessoal é que ambos teriam cometido erros. Bolsonaro por ter interferido na PF (diferente do que disse o Moro, Lula interferiu sim na PF), pois o correto seria desvincular a PF e qualquer polícia do executivo e garantir sim um modelo meritocrático ou democrático para a escolha de seus comandantes, pois esse tipo de intervenção é um problema antigo dos estados também e gera politicagem em Instituições que devem ser neutras. Moro, por sua vez, fez um jogo político, vazando algumas conversas que pesaram mais sobre a sua afiliada Carla Zambelli do que sobre Bolsonaro. Ainda como agravante o STF como moeda de troca. Muita água vai rolar nessa disputa e pelo visto vai parar na Justiça”, opina.

 

 

 

 

 

 

 

 

NOMEADO

Fabio Henrique Lessak foi nomeado pelo prefeito Beto Passos (PSD) para exercer o cargo de diretor de Indústria e Comércio, junto a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Turismo.

 

 

 

 

 

 

 

 

REVERSÃO

A 2ª Vara Cível da Comarca de Canoinhas negou concessão da tutela
de urgência a ação que pede a suspensão do pagamento de adicional de 30% para funcionários do Executivo municipal de Canoinhas durante a pandemia. Beto Passos, a despeito da ação, já havia cortado o benefício há duas semanas. A ação ainda será julgada.

 

 

 

 

 

 

VETOS

Os deputados devem apreciar nesta terça-feira, 28, na sessão virtual, mensagens de veto do governador que estão em tramitação na Assembleia Legislativa. Ao todo, são 13 dessas propostas, sendo três vetos parciais a projetos de origem do Executivo e os demais a propostas elaboradas pelos deputados.

 

 

Um dos destaques é o Projeto de Lei Complementar (PLC) 29/2018, do deputado Kennedy Nunes (PSD), aprovado ainda no fim de 2018. A proposta proíbe que ocupantes de cargos comissionados na administração pública estadual acumulem pensão ou aposentadoria, caso estejam na inatividade. Neste caso, o nomeado para o cargo deveria optar pelo salário de comissionado ou pelo benefício previdenciário.

 

 

Conforme a mensagem de veto, o PLC é inconstitucional por vício de origem, ou seja, a elaboração desse projeto é de competência exclusiva do governador e não poderia ser feita por meio de proposta do legislativo.

 

 

 

Outro veto a ser apreciado trata do Projeto de Lei (PL) 381/2017, do ex-deputado Darci de Matos, que cria em Santa Catarina um programa de incentivo à cultura, por meio da concessão de incentivos fiscais. O objetivo do parlamentar é instituir uma espécie de lei do mecenato para a cultura catarinense, por meio da qual contribuintes de ICMS podem trocar uma parcela do imposto devido por doações para financiar projetos culturais.

 

 

 

 

 

O Executivo considerou tal proposta inconstitucional por entender que isenções, incentivos e benefícios fiscais, antes de ser concedidos, devem ser convalidados pelos demais estados e o Distrito Federal.

 

 

 

Também está sob apreciação dos deputados o veto ao PL 147/2019, do deputado Volnei Weber (MDB), que trata da inclusão do tipo sanguíneo do motorista na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O objetivo principal é disponibilizar uma informação importante a socorristas, em caso de acidente envolvendo o portador da CNH. O Executivo considerou que a proposta é de competência exclusiva da União e, portanto, a vetou.

 

 





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