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“Maléfica” vai novamente a julgamento nesta semana em Canoinhas

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Ela é acusada de matar aliado e ferir desafeto

Uma das condenadas ligadas ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC) pela morte de dois menores de idade, Jenifer de Agostinho, a Maléfica, vai sentar novamente no banco dos réus nesta terça-feira, 28, no Fórum da comarca de Canoinhas. Ela é acusada de um homicídio e uma tentativa de homicídio registradas em maio de 2020. O julgamento está marcado para esta terça-feira, 28.

No dia 31 de maio de 2020, por volta das 21 horas, na rua Alvino Voigt, no Campo d’Água Verde, em Canoinhas, Maléfica, tida como liderança do PGC, na companhia de três comparsas pelo menos, tentou matar Josiel Kotcoski Pinto, por meio de vários disparos de arma de fogo, atingindo-lhe com um disparo na perna esquerda e matando um integrante da sua própria facção.

Este é mais um crime que teria sido cometido por Maléfica e integrantes do PGC comandados por ela para tentar coibir o avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região. Ela acreditava que Josiel seria simpatizante do PCC.

Júlio César Santana de Souza, 24 anos, mais conhecido com “Dentinho”, que estava com Maléfica, acabou recebendo um dos tiros direcionados a Josiel. O tiro atingiu embaixo de uma de suas axilas.

Segundo a Polícia Militar, Josiel disse que Júlio teria passado em frente à sua casa na companhia de mais dois homens e Maléfica. Ao chegarem em frente à sua casa teriam iniciado os disparos sendo que ele correu para dentro de casa e, ao perceber que cessaram os disparos saiu para fora e se deparou com Júlio caído, pedindo para ele acionar a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Pouco depois ele morreu.

Em depoimento, Maléfica admitiu ter tentado matar Josiel, mas negou que lidere o PGC na região e que tenha matado Dentinho.


JULGAMENTO HISTÓRICO

Depois de mais de 18 horas do maior julgamento em número de réus de que se tem notícia em Canoinhas, o juiz Eduardo Veiga Vidal leu as sentenças dos sete réus, entre eles Maléfica, que foram submetidos a júri popular em uma sessão que começou às 9 horas de 22 de fevereiro, e terminou passado das 3 da manhã do dia seguinte.

Os sete eram acusados de terem planejado, assassinado e ocultado os corpos de  Luís Henrique Padilha dos Santos, 20 anos, e Jairo Adriano Smikatz Filho, 15 anos, alvejados com tiros na região da cabeça em 2020.

Assista como foi o julgamento no player acima.