Má qualidade de asfalto no Campo faz vereadores cobrarem ação do Executivo


Situação da rua Alfredo Mayer/Divulgação

Segundo líder do governo, empresa se comprometeu a refazer pavimentação da rua Alfredo Mayer

 

 

Vereadores de Canoinhas discutiram por mais de uma hora a má qualidade do asfalto que está sendo feito na rua Alfredo Mayer, no distrito do Campo d’Água Verde, em Canoinhas. A discussão aconteceu na sessão desta segunda-feia, 24.

 

 

 

Segundo o vereador Célio Galeski (PSL), “fiquei com vergonha do que estão fazendo ali. É uma casca de ovo, mas ovo de beija-flor. Fiquei com vergonha ao constatar a péssima qualidade da obra. A obra em frente à casa da vereadora Camila Lima tem uma semana (e já apresenta problemas). Devemos verificar o que já foi pago pela obra, que espero que não seja quase nada porque do jeito que está lá é melhor que nem exista obra. Se a empresa, a Prado e Prado, for fazer obras na nossa cidade, melhor não fazer. Precisa fiscalizar. Quem for fiscalizar tem de estar vendo a obra, tem de ficar o tempo todo. Está vertendo água no meio da rua. A mesma empresa vai fazer outras obras, pelo amor de Deus se fizerem com essa mesma qualidade. É dinheiro público e o sonho da comunidade que vão virar pesadelo com uma obra dessa qualidade.”

 

 

 

Galeski pediu que o prefeito Beto Passos (PSD) vistorie a obra.

 

 

 

 

Paulinho Basilio (MDB) lembrou que a mesma empresa ganhou processo licitatório em modelo simplificado para várias obras em ruas de Canoinhas, dentro do maior contrato em termos de valores já licitado pelo Município nesta gestão.

 

 

 

 

Vereador Wilmar Sudoski (PSD), líder do governo na Câmara, reconheceu que a situação da estrada é inaceitável e adiantou que cobrou posicionamento da Secretaria de Planejamento, que por sua vez cobrou a Prado e Prado. A empresa vai retirar o material, repor outro material e, dessa forma, todo o asfalto será refeito. “A obra não foi paga e está em andamento”, afirmou.

 

 

 

 

 

Zenici Dreher (PL) lembrou que o problema com fiscalização deficitária a obras é algo que vem de anos em Canoinhas e fez uma defesa do setor de licitações da prefeitura depois de Paulinho Basilio falar em “licitação atrapalhada”. “Não falo de pessoas, falo de um edital que, talvez, já venha viciado, e quem acaba sofrendo é justamente o setor de licitações por receber esse documento já de uma maneira truncada. Não podemos deixar de admitir que as licitações, de uns tempos para cá, vem apresentando problemas”, reforçou Basilio.

 

 

 

 

 

“Pode ser o maior picareta, mas se ele tem os documentos em dia, vai lá, participa e ganha”, lembrou a vereadora Telma Bley (MDB) ao comentar o processo licitatório.

 

 

 

 

 

“Vira e mexe e nós patinamos na mesma empresa”, ressaltou Galeski, também criticando o modelo de licitação e fazendo referência à Prado e Prado.

 

 

 

 

“Aquela pessoa que já quebrou 10 vezes, vai lá e abre outra empresa e vence licitações”, completou Telma Bley sem nomear a pessoa.

 

 

 

 

 

Ao final da longa discussão, o presidente da Casa, Paulinho Basilio, decidiu acrescentar ao requerimento que será enviado ao Executivo outro questionamento relacionado a suposta subcontratação da obra, o que é proibido pela legislação, e o levantamento fotográfico da execução da obra, já que, segundo Norma, o asfalto foi feito à noite, o que comprometeria sua qualidade.

 

 

 

 

CONTRAPONTO

Crystian Mokwa, embora diga não ser responsável pela Prado e Prado, respondeu a questionamentos feito pela reportagem. Ele ressaltou que presta serviço à Prado e Prado.

 

 

 

Segundo Mokwa, o problema na Alfredo Mayer foi causado pela quebra da vibroacabadora, máquina que distribui a massa asfáltica. Por isso, a empresa vai assumir o prejuízo e fará todo o meio da obra, refazendo a parte central. Depois fará um reperfilamento da obra inteira.

 

 

 

 

“Quebrou a vibroacabadora, que aplica a massa, não vimos, só constatamos o problema depois. Resolvemos tirar todo o asfalto central e refazer. Estamos trabalhando nela neste momento”, disse na manhã desta terça-feira, 25.

 

 

 

 

Ele admitiu que a obra foi concluída à noite, mas começou de dia. “Foi concluída perto das 21 horas, mas isso é praxe, porque o asfalto começa a ser feito cedo e não dá pra deixar de um dia para o outro. Tem muitas empresas que só trabalham à noite”, justificou acrescentando que isso em nada prejudica o asfalto.

 

 

 

Ele afirmou que a obra não foi terceirizada, o que ocorre é a locação de equipamentos, o que não configura terceirização. “Alugamos equipamentos de várias empresas da região, é prática normal no Brasil inteiro. Se for preciso refazer a obra inteira, vamos refazer”, finalizou.

 

 

 

 

 

 

Camila Marques, representante da empresa Prado e Prado, disse que, em relação a obra de pavimentação da Rua Alfredo Mayer, a empresa é total responsável pelo defeito de execução, que foi ocasionado devido a quebra da máquina de aplicação da massa (vibroacabadora), a prefeitura notificou a empresa no dia 6 de agosto. “A empresa está refazendo os serviços que apresentaram defeito, após os reparos realizados vamos revestir toda a via com uma camada de massa para garantir a qualidade e estética da obra”, disse em publicação nas redes sociais.

 

 

 

 

“Não vamos aceitar obra de má qualidade. Já na época, pelo dia 6 de agosto, quando estive pessoalmente verificando o serviço, mandei notificar a empresa e refazer o trabalho”, disse o prefeito Beto Passos.

 





Deixe seu comentário: