IMA de SC se pronuncia sobre operação do Gaeco envolvendo Canoinhas

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Coletiva de imprensa será concedida pelo presidente do IMA nesta quarta-feira, 8

 

 

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) se pronunciou por meio de nota a respeito da operação do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrada na manhã desta terça-feira, 7, em Canoinhas e outras oito cidades do Estado.


 

 

Pela nota, o IMA confirma que o Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão na sede do Instituto, em Florianópolis, referente a processo de licenciamento de empreendimento no município de São Miguel do Oeste, mas não fala sobre a participação de Canoinhas na operação. “O Instituto tomará, de imediato, todas as providências apontadas pelo Ministério Público, além de contribuir com a investigação para o esclarecimento de todos os fatos”, afirma o IMA na nota.

 

 

O Instituto ressalta que “todos os dados e sistemas como Sinfat, sistema de licenciamento ambiental, e Gaia, programa de processos administrativos de autos de infração, estão disponíveis e são acessados pelos órgãos de controle, entre eles Ministério Público Federal e Estadual. Além disso, o IMA trabalha para, em breve, tornar todos os sistemas 100% públicos, o que evidencia a transparência com que atua o órgão ambiental catarinense. O Instituto colabora e espera que o fato seja devidamente apurado e esclarecido e, se necessário, tomará as medidas cabíveis”.

 

 

Sobre os outros municípios onde foi desencadeada a Operação Irmandade, o IMA informou que deve conceder uma entrevista coletiva para a imprensa na manhã desta quarta-feira, 8. A coordenadora do núcleo do Gaeco em São Miguel do Oeste, promotora de Justiça Marcela de Jesus Boldori Fernandes, e o presidente do  IMA, Valdez Rodrigues Venâncio, participam da entrevista às 10 horas, no Fórum de São Miguel do Oeste.

 

 



 

O JMais entrou em contato com Francine Nader, que gerencia o IMA em Canoinhas. Ela disse que não poderia falar sobre o assunto, mas indicou a assessoria de imprensa do órgão em Florianópolis. Ela confirmou, no entanto, que não houve cumprimento de mandado de busca dentro do IMA de Canoinhas. “Realmente não tem nada a ver com o IMA de Canoinhas. Os outros lugares citados (além de Florianópolis e São Miguel do Oeste), provavelmente, são endereços residenciais dos mencionados na investigação”, confirmou a assessoria de imprensa do IMA.

 

 

 

IRMANDADE

Segundo o Gaeco, a operação Irmandade apura crimes ambientais e contra a administração pública. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, 29 buscas e apreensões e três afastamentos cautelares de função pública. A operação ocorreu em São Miguel do Oeste, Barra Bonita, Santa Helena, Guaraciaba, São José do Cedro, Paraíso, Canoinhas, Joinville e Florianópolis.

 

 

As investigações se iniciaram há 10 meses pela 3ª e 4ª Promotorias de Justiça de São Miguel do Oeste. Segundo as apurações, servidores do Instituto do Meio Ambiente (IMA), em conluio com particulares e empresários, facilitavam a aprovação de projetos ambientais.

 

 

Durante a operação foram apreendidos documentos, computadores e outros materiais.

 

 

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