Impasse retira de votação projeto que concede bônus a profissionais da Saúde da ala Covid de Canoinhas


Sessão virtual da Câmara de Canoinhas no mês de maio/Reprodução

Vereadores devem se reunir ainda nesta quarta com o prefeito Beto Passos para discutir substitutivo

 

 

 

ABONO

A segunda votação do projeto de lei que concede abono salarial aos profissionais da Saúde que trabalham na linha de frente do combate à covid 19, na ala específica criada no Hospital Santa Cruz de Canoinhas não aconteceu na sessão virtual da Câmara de Canoinhas desta terça-feira, 26. Acordo entre os vereadores definiu por uma reunião com o prefeito Beto Passos (PSD) agora pela manhã para que ainda nesta quarta aconteça uma sessão extraordinária para votação de um projeto substitutivo que amplie o rol de categorias beneficiadas com bônus.

 

 

 

O impasse começou com a discussão dos vereadores Célio Galeski (PSD) e Zenici Dreher (PL) na sessão de segunda-feira, 25. Galeski propôs emenda incluindo os motoristas da Saúde entre os beneficiados. Zenici defendeu que, se os motoristas fossem beneficiados, outras categorias, como o pessoal da Unidade de Pronto Atendimento, também teriam de ser incluídos no projeto. O projeto foi aprovado em primeira votação como a coluna de ontem mostrou, sem a emenda, mas com o compromisso de Galeski de costurar outro projeto que beneficiasse outras categorias.

 

 

 

Ontem, Galeski voltou a propor bônus aos motoristas, desta vez de R$ 500, mediante projeto de lei substitutivo. Ele disse ter feito acordo com o Executivo que mandaria emenda que de fato não veio. Ele propôs, então, a retirada do projeto de votação. “Amanhã (quarta, 27) vamos construir o texto e fazemos sessão extraordinária para contemplar tudo isso”.

 

 

 

“Não são todos os motoristas que trabalham com pacientes com covid, mas sei que é mais de um. São vidas que estão expostas nesse momento”, afirmou Galeski.

 

 

 

 

Zenici Dreher (PL) disse que não foi chamada para reunião com o prefeito e o vice para costurar nenhuma emenda.  “Mas isso não me surpreende”. Ela retrucou fala de Galeski que citou como atribuição dos motoristas “levar roupas contaminadas”. Zenici disse: “Imagine nossas serventes que lavam as roupas contaminadas. Não podemos nos precipitar. Continuo defendendo a segunda votação do projeto na íntegra. Me admiro o senhor (se referindo a Galeski) não lembrar das técnicas de enfermagem porque nenhum motorista pode fazer uma transferência sem a presença de uma técnica de enfermagem. Tem de ser em comum acordo com o prefeito, o vice e, mais ainda, a secretária de Saúde, que é quem está sabendo da pasta e é quem vai responder pela aplicação indevida de recursos. Defendo a aprovação do projeto para garantir o pagamento do bônus já neste mês de maio. Semana que vem podemos ver quais outras categorias estão expostas, mas agora sabemos que estas categorias (contempladas no projeto) estão na linha de frente do combate à doença.” Zenici propôs um estudo para beneficiar outras categorias envolvidas no tratamento da doença que receberiam a partir de junho.

 

 

 

 

Norma Pereira (PDSDB) lembrou da necessidade de se estabelecer um prazo para concessão do bônus. Lembrou, ainda, que os profissionais da Unidade de Pronto Atendimento também merecem o bônus, já que é a porta de entrada para casos com problemas respiratórios.

 

 

 

 

 

Paulo Glinski (PSD) alertou para o aumento de despesas aprovado por meio de emenda legislativa,  que teria efeito nulo, já que não cabe aos vereadores aumentar despesas sem anuência do Executivo. “Se vier um substitutivo do Executivo propondo o benefício aos motoristas sou a primeiro a dar parecer favorável”, afirmou.

 

 

 

 

A segunda votação foi retirado de pauta por cinco votos favoráveis e quatro contrários.

 

 

 

 

 

 

 

REPESCAGEM

Zenici ainda tentou salvar o bônus para este mês aos servidores contemplados no projeto. Ela pediu ao menos o adicional de tempo integral de 30% “para estes trabalhadores que estão na linha de frente do combate à covid-19”. Ela fez um requerimento verbal e pediu apoio dos vereadores Paulo Glinski e Wilmar Sudoski.

 

 

 

Galeski disse que não está se colocando como contrário aos servidores beneficiados no projeto de lei. “Com a retirada vamos nos reunir amanhã e votar ainda amanhã (27/5) o projeto de lei. Não há necessidade. Mandei mensagem para o prefeito para que ele agende a reunião conosco para que não fique para um de nós marcarmos a reunião”.

 

 

 

 

A princípio a reunião ocorre logo cedo. A conferir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Já estamos acostumados”

do vereador Paulo Basílio (MDB), sobre menção feita por Célio Galeski a reunião com o prefeito Beto Passos sem a presença de vereadores que não fazem parte da chamada “base”

 

 

 

 

 

 

 

BASE OCULTA

Vereador Wilmar Sudoski (PSD) negou que o prefeito Beto Passos tenha uma base aliada na Câmara. Para ele, todos são independentes.

 

 

 

“Não é como o prefeito Leoberto, que batia na mesa”

do vereador Célio Galeski (PSL) defendendo o prefeito Passos como aberto ao diálogo

 

 

 

 

 

BARBA BRANCA

Ao fim da pandemia muita gente vai se surpreender ao rever o rosto do prefeito Beto Passos (PSD). Ele deixou a barba (branca) crescer. “Dizem que é sinal de maturidade”, brinca.

 

 

 

 

 

 

 

RECURSOS

A Assembleia Legislativa encaminhou nesta segunda-feira, 25 para o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) o Projeto de Lei (PL) 53/2020, cujo veto foi rejeitado pelos deputados na semana passada. A proposta obriga o Badesc a direcionar os recursos remanescentes de sua linha de crédito prevista para 2020 para o financiamento do capital de giro das micro e pequenas empresas, dos MEIs e dos empreendimentos de economia solidária.

 

 

Conforme a Constituição Estadual, o governador tem até esta quarta-feira, 27, para promulgar o projeto e transformá-lo em lei. Caso Moisés não o faça, caberá ao presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), promulgá-lo. Ou seja, independente da manifestação ou não do chefe do Poder Executivo, a proposta vai virar lei e entrar em vigor assim que for publicada no Diário Oficial do Estado, o que pode ocorrer ainda esta semana.

 

 

 

 

 

 

ELEIÇÃO

O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, enviou ontem manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que defende o não adiamento das eleições municipais de outubro por causa da pandemia do novo coronavírus.

 

 

 

Em parecer de 121 páginas, Brill de Góes cita estudos de universidades de Singapura, EUA e Brasil que preveem uma estabilização da pandemia de covid-19 entre o fim de julho e o início de agosto, ainda antes do início da campanha eleitoral.

 

 

 

“Diante de tal contexto, entende-se que a curva preditiva de tais estudos permite sejam mantidas as datas estabelecidas no art. 29, II, da Constituição Federal para a realização das eleições, afastando-se a hipótese de seu adiamento”, escreveu ele.

 

 

 

 

 

 

R$ 87 mil

é o preço médio dos respiradores apontado pela Controladoria-Geral da União (CGU), bem abaixo dos R$ 165 mil pagos pelo governo de SC por 200 respiradores chineses

 

 

 

 

 

 

 

HAVAN

Luciano Hang durante entrevista coletiva no ano passado/Bárbara Sales/Jornal O Município

O empresário Luciano Hang, do grupo Havan, está implicado na operação que investiga propagação de fake news por redes sociais. Hang, curiosamente, achou uma brecha para manter suas lojas abertas onde há restrição a abertura de lojas de roupas e utilidades. Ele colocou pacotes de alimentos em meio às roupas para caracterizar que vende produtos de primeira necessidade.





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