IGP de Porto União continua sem perito há mais de dois anos

IML de Porto União continua sem peritos/VVale

Estado acenou com um novo IML mas até agora proposta não saiu do papel

 

O Instituto Geral de Perícias (IGP) e o Instituto Médico Legal (IML) de Porto União continuam sofrendo por falta de estrutura e material humano. O IML não conta com um único perito há exatos dois anos e meio. O IGP está um pouquinho melhor: são três médicos peritos em atuação, coordenados pelo Dr. Pedro Robert Júnior.

 


 

Conforme as informações de Robert Júnior, o governo do estado acenou com uma nova estrutura de IML a ser construída atrás da sede do IGP. “Vieram aqui, fizeram medições e tudo, depois disso ainda não voltaram. Ainda está tudo no papel”, disse.

 

 

O IGP de Porto União engloba o IML, o Instituto de Criminalística, o Instituto de Identificação e o Instituto de Papiloscopia. O Instituto funciona normalmente em quase todas as áreas. Quase. No entanto, faltam profissionais considerados essenciais ao IML: peritos criminais (pelo menos dois). O último profissional especializado se desligou do IGP de Porto União há dois anos e meio.

 

 

A estruturação vem se arrastando há anos e em 2018 a desculpa foi o fim da legislatura e as eleições gerais. O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) assumiu dia 1º de janeiro e ainda não se pronunciou sobre a estrutura do IGP, considerada acéfala em todo o Estado.

 

 

ESPERA

Pedro Robert Júnior doz que “estão sendo supridas as nossas necessidades pela mesorregião de Caçador. Então nós dependemos que a mesorregião de Caçador ceda um perito para atender os casos que envolvem vítimas em óbito em Porto União”. Essa operação, evidentemente, provoca transtornos, demoras e muita impaciência, ainda segundo o coordenador do IGP de Porto União.

 

 

SEM PREVISÃO



Junior diz que o governo do Estado tem, desde 2017, ciência dos problemas de falta de pessoal em todos os IGPs de Santa Catarina. “Foi feito um concurso público e se espera que seja designado pelo menos um perito para Porto União, assim que for nomeado”, disse. Como não há previsão de data, por enquanto o IGP segue sem perito criminal”, explica o coordenador. Em Porto União há três médicos legistas, mas nenhum perito criminal. “Nós temos três auxiliares de perito criminalista, mas não adianta ter três auxiliares e nenhum perito criminal”, sentenciou.

 

 

O coordenador reclamou que não há muito interesse político em atender às demandas do IGP. A reportagem já conferiu no final do ano passado as instalações físicas precárias do IGP no prédio onde antigamente funcionava o IPESC. Para o médico seria ideal a nomeação de dois peritos criminais, mas considera o IGP sortudo se for nomeado pelo menos um. O IGP de Porto União funciona com atendimento ao público de segunda a sexta, das 13 às 17h.

 

 

Para entender como funciona o atendimento de um óbito violento, seja de trânsito ou criminal, mapeamos o que acontece nesses casos:

Vítima ferida – Quem atende é a Polícia Civil ou Militar, que em caso de a vítima ainda estar com vida, é chamado então o Corpo de Bombeiros que encaminha a vítima para atendimento de urgência em um hospital.

 

 

Óbito – Quem dá o primeiro atendimento são as polícias Militar e Civil. Constatada a morte, é a Polícia Civil que aciona o IML, órgão do IGP.

 

 

IGP – O IGP não usa a viatura e simplesmente recolhe o corpo. Aliás essa não é a função do médico legista. Quem libera o corpo do local da ocorrência é a perícia criminalista. Depois dessa liberação, os funcionários do IML recolhem o corpo para ser necropsiado pelo legista.

 

 

Liberação – Em caso de a vítima estar em condições de reconhecimento visual e com os documentos, o IGP assina o laudo apontando a causa da morte que é enviado à Polícia Civil, que é quem entrega o laudo à família da vítima.

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