Idosos representam metade de todos os casos de morte por gripe no Estado

Campanha de vacinação contra a gripe/Tomaz Silva/Agência Brasil

 De acordo com a Dive, Canoinhas tem seis casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave

 

 


 

Os idosos representam 49% de todas as mortes por Influenza em Santa Catarina. As pessoas acima de 60 anos também concentram o maior número de ocorrências com 28,4% de todas as ocorrências. O Estado soma 51 mortes até sexta-feira, 6, por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC).

 

 

 

Os dados são da vigilância universal de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento do vírus influenza, orientando os órgãos de saúde na tomada de decisão frente à ocorrência de casos graves de SRAG causados pelo vírus.

 

 

 

Os dados são coletados pelas Secretarias Municipais de Saúde por meio de formulários padronizados e inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe: SIVEP Gripe. As amostras laboratoriais são coletadas e encaminhadas para a análise no Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN/SC).

 

 

 

As informações são referentes ao período que compreende as semanas epidemiológicas (SE) 01 a 36 de 2019, ou seja, casos com início de sintomas em 30/12/2018 até os registrados em 06/09/2019.

 

 

 

A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) abrange casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória que, na maioria dos casos, leva à hospitalização, sem outra causa específica. As causas podem ser vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da influenza do tipo A e B, ou bactérias, fungos e outros agentes.

 

 

 

 

Casos de SRAG segundo classificação final e agente etiológico em SC

 

 

REGIÃO

Na região, de acordo com a Dive, Canoinhas tem seis casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Papanduva tem três casos confirmados, assim como Rio Negrinho. Mafra tem dois casos. Três Barras e Itaiópolis têm um caso somente. Canoinhas e Mafra registraram cada uma um caso de óbito decorrente de SRAG.

 



 

 

No Estado, a capital Florianópolis lidera o número de casos, com 41 doentes.

 

 

 

 

CONTAMINAÇÃO NO ESTADO

 

 

DETALHES

Dos 419 casos de SRAG confirmados como influenza, 266 (58,7%) apresentaram pelo menos um fator de risco para agravamento, com destaque para 119 (48,4%) adultos (acima de 60 anos); 73 (29,7%) com doença cardiovascular crônica; 63 (25,6%) com Diabetes Melittus. Desses, 328 evoluíram para a cura, 51 foram a óbito e 40 estão aguardando evolução do caso. Dos pacientes que evoluíram para a cura, 188 fizeram uso do antiviral Oseltamivir (Tamiflu), em média três dias após o início dos sintomas e 97 fizeram uso entre 4 e 124 dias após início dos sintomas de síndrome gripal (febre, tosse ou dor de garganta e, pelo menos, mais um dos sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia) e 43 não fizeram uso do antiviral.

 

 

 

Até sexta-feira, 6, do total de casos de SRAG notificados, 190 evoluíram para óbito. Destes, 51 (26,8%) foram confirmados por Influenza, sendo 42 (82,4%) pelo subtipo A (H1N1) pdm09, 04 (7,8%) pelo subtipo A (H3N2), 03 (5,9%) não foram subtipados, 01 (2,0%) por influenza B e 1 (2,0%) encerrado por vínculo epidemiológico por ter tido contato com duas pessoas laboratorialmente confirmadas com influenza.

 

 

 

Outros 124 (65,3%) óbitos tiveram resultado negativo para os vírus Influenza A e B, sendo classificados como SRAG não especificada e 15 (7,9%) por outros vírus respiratórios.

 

 

 

VACINAÇÃO

A vacinação contra influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações. As vacinas utilizadas nas campanhas nacionais de vacinação contra a influenza do PNI são trivalentes que contêm os antígenos purificados de duas cepas do tipo A e uma B, sem adição de adjuvantes e sua composição é determinada pela OMS para o hemisfério sul, de acordo com as informações da vigilância epidemiológica.

 

 

 

 

COBERTURA VACINAL NO ESTADO




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