Homem usa suposta morte de criança para aplicar golpes em Canoinhas


Dois comércios da cidade foram alvo do golpista nesta semana

 

 

Um homem usou a suposta morte de uma criança para tirar dinheiro de funcionários de dois comércios de Canoinhas nesta semana. Na quarta-feira, 23, ele esteve em uma loja no centro da cidade. Desesperado, chorando copiosamente e acompanhado de uma criança de cinco anos, afirmava que precisava de dinheiro porque estava com sua filha de nove anos morta no Hospital e não tinha recursos para retornar para a localidade de Serra do Lucindo, interior de Bela Vista do Toldo, a fim de buscar dinheiro com o sogro para pagar o funeral da suposta criança.

 

 

 

 

O gerente da loja, ouvido pelo JMais, conta que todos se comoveram e, como o proprietário da loja não estava e os funcionários não têm permissão para mexer no caixa, não pode dar nenhum valor em dinheiro. Porém, com vontade de ajudar, o gerente deu ao homem um vale combustível concedido aos funcionários pela loja.

 

 

 

 

O golpista agradeceu e, mais tarde, o gerente conta que descobriu que de fato o homem esteve no posto, mas sem carro nenhum. Ele pegou os 10 litros de gasolina doados pela loja em um galão. Logo em seguida ele voltou e, no mesmo posto, em uma loja próxima do posto, ele ofertou o galão de combustível por um preço abaixo do praticado pelo posto.

 

 

 

 

Intrigado, o gerente da primeira loja procurou a segunda loja e descobriu que o golpista contou a mesma história na segunda loja com uma pequena alteração. Afirmou que o carro dele não funcionou e que, por isso, precisava vender a gasolina para voltar para casa por meio de algum outro tipo de condução.

 

 

 

Para confirmar o golpe, o gerente procurou o Hospital Santa Cruz e o Pronto Atendimento de Canoinhas e descobriu que, recentemente, não houve morte de nenhuma criança registradas nos dois locais. “Nos sentimos na obrigação de alertar a população sobre a má fé deste indivíduo. Ficamos extremamente chocados”, explica o gerente.

 

 

 

 

Apesar de confirmado o golpe nenhuma das duas lojas registrou o caso junto à Polícia Militar.

 

 

 

 

 

O tenente coronel Silvano Sasinski, comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar de Canoinhas, reforça a importância do registro do Boletim de Ocorrência (BO). “Com a confecção do BO, pode-se evitar ocorrências futuras, pois os dados coletados vão nortear as forças policiais na hora de fazer o patrulhamento ostensivo e até mesmo para abrir uma investigação.”

 

 

 

Ele destaca ser de suma importância o registro, mesmo que não concretizado o crime, “pois existem aqueles criminosos que consideramos nômades, que podem praticar golpes em nosso município hoje e amanhã estarão em outras cidades, praticando o mesmo crime.
Portanto, em qualquer situação pode ser acionado a Polícia Militar através do telefone de emergência 190”.

 





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