Governador Moisés acaba com o “cafezinho” nas repartições públicas de SC

Ação é simbólica, mas mostra disposição do governador em cortar privilégios e regalias

 

 

ECONOMIA DE R$ 1,7 MILHÃO

Governador Carlos Moisés da Silva (PSL) determinou o fim do cafezinho nas repartições públicas do Estado. A medida vai render economia de R$ 1,7 milhão por ano. Isso mesmo! Esse é o valor que se gasta anualmente com a compra de café para as repartições do Estado.


 

“Talvez a contragosto de boa parte dos servidores, nós cortamos o cafezinho da repartição. A gente pode trazer de casa. Aliás, o cafezinho do poder público é muito ruim. Porque eu acho que o processo licitatório não é muito adequado, a gente nunca sabe o que está bebendo. Quer tomar um bom café, traga de casa. Nós vamos dar o exemplo. Economiza só R$ 2 milhões? Não tem problema. Mesmo que seja simbólico, nós vamos economizar de tudo quanto é forma”, disse o governador. Pouco, o valor não é. A título de comparação, metade disso resolveria a situação de penúria do Hospital Santa Cruz de Canoinhas.

 

Com a medida, Moisés mostra mais uma vez disposição para mudar o governo cortando na própria carne. Há muitas outras medidas de economia a se tomar. Moisés está no caminho certo.

 

 

ALESC

Reportagem do Diário Catarinense mostra que há algumas iniciativas tímidas dos deputados estaduais em abolir o cafezinho dos gabinetes. Na Assembleia funcionam máquinas de café cujo aluguel custa R$ 462,2 mil anuais.

 

De lá deveria vir exemplo semelhante, afinal, jamais poderemos esquecer que a maioria dos eleitos chegou à Assembleia sob o discurso da honestidade e respeito ao dinheiro público.

 

Em tempo: o cafezinho das repartições públicas serve para acomodar por mais tempo quem as procura para passar o tempo, conspirar politicamente ou simplesmente jogar conversa fora.

 

 

CANOINHAS SAIU DO GRUPO

O administrador do grupo do Facebbok Reclame Canoinhas arquivou a página, que portanto não recebe mais atualizações. Com quase 10 mil membros, o grupo ganhou notoriedade por causa das manifestações agressivas contra o prefeito Beto Passos (PSD). As acusações extrapolaram em muito a crítica e passaram a configurar ofensas pessoais. Tanto que o prefeito move dois processos contra o administrador da página, já que a maioria das acusações partiam de perfis falsos.

 

Uma pena, porque o que poderia ser uma tribuna para buscar melhorias ao Município acabou se transformando em trincheira política e meio de disseminação de discurso de ódio.

 

 

HELICÓPTERO

Prioridade para a vida. Com esse objetivo em mente, o governador Carlos Moisés assinou nesta quarta-feira, 6, um convênio que permitirá utilizar para transporte de órgãos o helicóptero alugado até então exclusivamente para locomoção do chefe do Executivo catarinense.

 

 



O governador explicou que o atual contrato de aluguel da aeronave condiciona o pagamento de ao menos 25 horas mensais de voo e que, diante do tempo ocioso do equipamento, foi sugerido pela Casa Militar outra utilização. Desde o início do mandato, em 1º de janeiro, Moisés não voou com o helicóptero. Trata-se de um modelo Esquilo com capacidade para quatro passageiros.

 

 

 

RENOVADO

O Tribunal de Justiça, Ministério Público, Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Santa Catarina e Instituto Paternidade Responsável (IPR) renovaram neste início do ano, por mais seis meses, convênio que garante a realização dos exames de DNA para o reconhecimento de paternidade nos procedimentos administrativos e judiciais em que fique comprovada a hipossuficiência de recursos das partes. Todas as comarcas do Estado estão cobertas pelo programa para a coleta de material genético e para a realização dos exames.

 

 

PARECER PRÉVIO

Os municípios de Major Vieira e Papanduva estão entre oito que receberam parecer prévio pela reprovação das contas de 2017. Quem emite o parecer é o Tribunal de Contas do Estado.

 

Prefeitos e câmaras de vereadores podem solicitar a reapreciação das contas anuais depois da manifestação do Pleno, conforme prevê a Lei Orgânica do Tribunal de Contas. Após a publicação da decisão do TCE/SC no Diário Oficial Eletrônico (DOTC-e) no mês passado, os chefes de executivos tiveram 15 dias para fazer o pedido de reapreciação. Legislativos municipais têm 90 dias, contados do recebimento do processo. No caso de pedido de reapreciação de iniciativa do prefeito, o processo só é encaminhado à câmara municipal depois da nova manifestação do Pleno sobre a matéria.

 

17,3%

das famílias catarinenses estão inadimplentes, aponta pesquisa da Fecomércio SC

 

 

GASTO INVERSO

Governador Carlos Moisés entregou pen drives aos 40 deputados estaduais com o texto de seu discurso na abertura do ano legislativo. Justificou afirmando que a medida visa economizar papel. Pode até ter economizado papel, mas o custo de uma folha de sulfite é bem menor que o de um pen drive.

 

 

DÉFICIT

Santa Catarina é o quarto estado no ranking dos que têm maior déficit com a Previdência de servidores. Estudo do economista Raul Velloso prevê passivo de R$ 1,9 trilhão em um cenário de longo prazo. Para resolver esse rombo, especialistas defendem adesão automática à Reforma da Previdência e venda de ativos pelos governos.

 

 

 

 

 

 

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