Final de Game of Thrones deixa a desejar

Reprodução da TV

Refilmagem do clássico dos anos 1980 está em cartaz no Cine Max Canoinhas

 

 

 


FIM INSOSSO

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É lugar-comum fãs de séries reclamarem do desfecho dado aos seus personagens favoritos. Aconteceu com Lost e Família Soprano só para ficar nos dois mais recentes fenômenos da televisão mundial. No caso de Lost sempre desconfiei que eles estivessem numa espécie de purgatório. A confirmação da minha tese me satisfez. Fã de carteirinha de Breaking Bad, outro fenômeno recente, também  achei que teve um final digno e redondinho, coerente com a incrível história que contou.

 

 

Portanto, me sinto confortável em criticar o final insosso de Game of Thrones, indicado por muita gente especializada como a última série a reunir tanta gente ao mesmo tempo em frente à TV. A partir de agora, garantem muitos, vai ser tudo no streaming, com experiências individuais a seu tempo.

 

 

Mas esse é outro assunto. Focando no roteiro, desconfio que a coisa começou a desendar em GoT quando ressuscitaram Jon Snow. Se tem ressuscitação, fica fácil escrever uma série onde nada mais escatológico que isso pode acontecer, logo, tudo pode acontecer. Não por acaso, estava-se na iminência de não se ter mais livros em que se inspirar. O procrastinador George RR Martin tinha sido ultrapassado pela série. Mesmo com o intervalo de dois anos entre a sétima e última temporada, o pai da história não tinha concluído o derradeiro livro.

 

 

Os roteiristas de GoT nunca deixaram claro até onde ia a criação deles e os palpites de Martin no roteiro. O resultado dá fortes pistas de que pouco Martin influenciou no desfecho da história.

 

 

Com exceção da vibrante batalha contra o Rei da Noite e seu exército, toda esta derradeira temporada foi um novelão. Ao longo de sete temporadas (seis, vá lá), construiram-se personagens sólitos, demasiados humanos, cheios de contradições e dilemas. De repente, GoT ganhou ritmo acelerado. Quem levava meses para se deslocar de um reino a outro, passava a se deslocar a jato, parecia. Os complexos dramas trabalhados por anos se resolveram com as soluções mais tarimbadas da TV como aquele reencontro de irmãos em Winterfell, bem sem-vergonha, catapultado ao esquecimento com a desnecessária frase de Bran: “Precisamos ser rápidos, eles estão chegando”.

 

 

Dali pra frente foi um desastre atrás do outro, culminando em um último episódio medíocre, sem nenhuma conexão com a força das temporadas anteriores.

 



 

Caberá a Martin desfazer a decepção dos fãs lançando logo um livro que honre sua magnífica história.

 

 

 

 

TERROR EM CANOINHAS

Estreia nesta quinta-feira, 23, no CineMax Canoinhas o terror Cemitério Maldito, refilmagem de um clássico do gênero dos anos 1980 baseado em livro de Stephen King.

 

 

A família Creed se muda para uma nova casa no interior, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado usado para enterrar animais de estimação – mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.

 

 

O filme promete muitos sustos. Segundo a crítica, a nova versão é mais estilosa que a primeira, mas também dá menos medo. A conferir. O filme estreia em Canoinhas, no CineMax, em sessão única às 19 horas. Os horários do fim de semana você confere na agenda que o JMais publica todas as sextas.

 

 

 

 

 

 

 

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