Falta de critério definido para repasse de fundo eleitoral deixa líderes locais na expectativa


Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Ainda não está claro quanto cada diretório municipal receberá

 

 

 

NO ESCURO

A 98 dias das eleições municipais, os líderes partidários locais não sabem ainda quanto receberão do fundo eleitoral definido em junho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O total de recursos distribuídos entre as 33 agremiações foi de R$ 2.034.954.823,96. O Partido dos Trabalhadores (PT) receberá o maior montante, com mais de R$ 201 milhões, seguido pelo Partido Social Liberal (PSL), com cerca de R$ 199 milhões, e pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com aproximadamente R$ 148 milhões.

 

 

 

Até aí tudo bem, o problema é que presidentes de diretórios municipais de partidos ouvidos pelo JMais relatam que não têm ideia de quanto receberão desse bolo total.

 

 

 

Esta será a primeira disputa municipal irrigada com o bilionário fundo eleitoral.

 

 

 

 

Segundo reportagem do jornal O Globo da semana passada, as bancadas de deputados e senadores têm pressionado os seus partidos para controlarem a distribuição do dinheiro público para candidatos a prefeito e vereador pelo país. O número de deputados eleitos em 2018 é o principal critério para definir o valor que cada partido receberá.

 

 

 

 

Algumas legendas já sacramentaram a participação de deputados na escolha dos agraciados com o dinheiro. No PP, o quarto maior beneficiário, com R$ 140,7 milhões, uma comissão de cinco parlamentares vai autorizar ou vetar as indicações que vierem das bancadas na Câmara e no Senado. Mantendo critério que já foi adotado na eleição de 2018, será levado em consideração o grau de fidelidade ao partido em votações.

 

 

 

 

No MDB, terceiro maior beneficiado, com R$ 148,3 milhões, as discussões sobre a divisão do fundo eleitoral ainda estão em andamento. A cúpula nacional da sigla tem intenção de definir cotas de valores para serem apadrinhadas por cada deputado, segundo dirigentes estaduais. O mecanismo gera preocupação, já que muitos deputados têm alianças regionais com prefeitos de outros partidos.

 

 

 

 

 

 

O PT, partido que terá a maior fatia do fundo (R$ 201,2 milhões), já aprovou os critérios de distribuição do dinheiro. As sete secretarias setoriais do partido (juventude, combate ao racismo, LGBT, sindical, agrário, cultura e meio ambiente), responsáveis por promover a renovação política, vão dividir a administração de 3% do fundo.

 

 

 

 

 

No PSDB, sexta legenda com maior fatia do fundo (R$ 130,4 milhões), deputados também pressionam para ter o controle do dinheiro. Nos demais, como se dará a distribuição é uma incógnita, o que atrasa os planos dos pré-candidatos que, embora não possam colocar a candidatura na rua antes de setembro, querem articular contratações, aluguéis e compras necessárias para a campanha, porém, sem saber quanto vão receber, essas negociações ficam suspensas por enquanto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÚLTIMO DIA

Hoje é o último dia para radialistas e apresentadores de programas de TV pré-candidatos aparecerem ou falarem no ar. A partir desta terça-feira, 11, eles estão proibidos pelo novo calendário eleitoral.

 

 

 

De Canoinhas, saem do ar os radialistas Stela Maris (PP) e Chico Mineiro (PL) da rádio 98FM; Sérgio Moreira (MDB), Dercilio Schimidt (PSL) e Ailton Massaneiro (PSDB) da Nativa FM; e Edmilson Verka (PSD) e Giovane Glevinski (PSD) saem da Rádio Clube. Na Massa FM e na Transamérica Hits ninguém deixará a função com vistas às eleições.

 

 

 

 

Na Rádio Planalto, de Major Vieira, também ninguém sai.

 

 

 

Os radialistas ficam fora do ar até o dia da eleição e podem reassumir o posto no dia seguinte, independente de ser eleito.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

60%

foi a queda no número de cirurgias urgentes no Brasil durante a pandemia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IVERMECTINA

A disseminação da informação sem comprovação científica de que a ivermectina, um remédio para tratar vermes em animais, tem eficácia contra a covid-19, fez as vendas do medicamento em junho de 2020 superarem as vendas de todo o ano passado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MEIO TERMO

Para resolver o imbróglio causado por um dos vetos do presidente Jair Bolsonaro ao marco do saneamento básico no País, o governo articula um meio termo.

 

 

O ato mais polêmico do presidente foi o que tirou da lei a permissão para que estatais renovem contratos, sem licitação, por mais 30 anos, sem nova prorrogação ou adição de vigência contratual. A medida contrariou senadores, deputados e governadores.

 

 

 

 

Para evitar que os congressistas revejam a decisão do presidente, o Planalto articula mandar uma proposta revendo trechos do artigo 16, que abordava esse ponto.

 

 

 

Uma das ideias articuladas pelo ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) é mandar um texto na qual daria a permissão para as empresas renovarem os contratos, mas pelo período de 20 anos. A Casan tem contrato até 2042 com Canoinhas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9

prefeitos morreram com covid-19 no Brasil até o momento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PAI DA CRIANÇA

O anúncio do Governo do Estado de que lançou a licitação para a elaboração do projeto de restauração da rodovia SC-477, no trecho entre Canoinhas, Major Vieira e a BR-116, fez vários políticos saírem da toca. De olho nas eleições municipais, muitos assumiram a paternidade da criança, porém, frise-se, houve esforços de muita gente, de políticos a cidadãos indignados com as péssimas condições da rodovia.

 

 

 

 

 

 

 

 

UTI

A busca emergencial por maior estrutura na rede de saúde devido a pandemia do novo coronavírus interrompeu, pela primeira vez, uma queda que vinha ocorrendo nos últimos dez anos no total de leitos de internação existentes no SUS.

 

 

 

Dados de um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina mostram que, entre fevereiro e junho deste ano, foram abertos 22.810 leitos de internação na rede pública. Com isso, o total passou de cerca de 294 mil a 317 mil.

 

 

 

Até então, o Brasil vinha registrando a cada ano uma queda no número desses leitos. Entre janeiro de 2011 e janeiro de 2020, por exemplo, 41 mil deles haviam sido fechados.





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