Estudo mostra que sem coligação para vereador pouca coisa teria mudado em 2016

Fim das coligações proporcionais deve afetar mais a disputa para a majoritária

 

 

MUDANÇAS

Apesar da preocupação de dirigentes partidários, a proibição das coligações nas eleições para as câmaras municipais no próximo ano não deve provocar profundas mudanças no quadro de representação das legendas , pelo menos nas capitais. É o que mostra uma simulação de como teriam sido as disputas de 2016 e 2012 se a nova regra estivesse em vigor.


 

 

 

Organizado pelas pesquisadoras Lara Mesquita e Gabriela Campos, do Centro Estudos de Política e Economia do Setor Público da FGV, a pedido do jornal O Globo, o levantamento mostra que o número de partidos com presença nos parlamentos municipais nas 26 capitais passaria de 32 para 33 se a regra já tivesse sido aplicada em 2016. Em 2012, haveria queda de 28 para 26.

 

 

 

No ranking dos cinco partidos com mais representantes nas câmaras das capitais em 2016, haveria apenas uma mudança. O quinto lugar deixaria de ficar com o PSD, que perderia duas cadeiras, e seria ocupado pelo PT, que ganharia seis postos. Em 2012, só o PDT entraria na lista dos cinco partidos com mais vereadores, tirando o PP.

 

 

 

Como abordei aqui na coluna no sábado, pensando em cidades menores, como Canoinhas, o fim das coligações proporcionais deve afetar mais a disputa para a majoritária. Hoje, sem a regra, os maiores partidos dominam a Câmara de Vereadores de Canoinhas, por exemplo. Assim deve continuar sendo.

 

 

 

FILA

Apesar das amarras impostas pela legislação nas últimas eleições, a fila de partidos que aguardam registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais do que dobrou nos últimos três anos – eram 34, em 2016, e chega a 75, agora. Na esteira de um ambiente pós-Lava-Jato, o mote moralizador encontra terreno fértil, no qual seus defensores se dizem não representados por nenhuma das 33 legendas regulares no país.

 

 

 

FAÇA-SE A LUZ

A criminalidade noturna caiu pelo menos 36% nas áreas de Nova York submetidas a iluminação temporária entre março e agosto de 2016, constata um novo estudo de economistas das universidades de Chicago, da Pensilvânia e do Oregon. O estudo comprova que comunidades que receberam mais luz experimentaram reduções significativas no crime.

 

 



 

PERGUNTA PERTINENTE

Qual a última vez que você viu alguém limpando as ruas de Canoinhas?

 

7

ciclistas morreram em rodovias federais catarinenses somente neste ano

 

 

 

VIAJAR É PRECISO

Muita gente ficou indignada com os gastos dos atuais deputados federais com viagens nos primeiros meses do atual mandato. Pois, pasmem, no apagar das luzes do mandato passado, deputados que não se reelegeram torraram R$ 1 milhão em viagens internacionais.

 

 

 

40%

dos jovens brasileiros tiveram ou têm o nome sujo no SPC

 

 

 

INCOMPETÊNCIA GRITANTE

Veja quanto o serviço público consegue ser moroso e ineficaz. Em fevereiro deste ano Florianópolis foi alarmada com o sumiço de parafusos que seguram a junta de dilatação da ponte Pedro Ivo Campos, único acesso para veículos para a Ilha. A NSC TV transmitiu horas ao vivo mostrando a falta dos ditos parafusos e o perigo que a falta deles representava. Pois bem, sábado agora descobriu-se que os parafusos ainda não foram repostos. A Secretaria de Estado da Infraestrutura diz que teve dificuldade em encontrar as ferramentas no mercado. O primeiro incidente foi em fevereiro, a licitação para compra dos parafusos foi aberta em maio e a entrega só acontecerá em meados deste mês já que a empresa vencedora do processo tem 60 dias para entregar os famigerados parafusos.

 

 

 

CAPITALIZAÇÃO

O modelo em que o contribuinte sustenta seu próprio fundo para a aposentadoria não vingou na reforma, mas ele já existe em Joinville, que assim como Canoinhas possui regime próprio de Previdência do setor público municipal.

 

 

 

 

FALA, PRESIDENTE

Jornalistas do Estadão se debruçaram sobre nove horas de transmissão feitas pelo Facebook pelo presidente Jair Bolsonaro para avaliar quais assuntos merecem maior atenção do presidente. Descobriram que pesca (8,08%), internet (7,29%), armas (6,51%) e relações exteriores (5,19%) foram os assuntos mais abordados por Bolsonaro.

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