Estudo britânico indica que pinhão pode desaparecer a partir de 2070


Araucária, a árvore que gera as pinhas, é ameaçada de extinção

 

 

SALVEM AS ARAUCÁRIAS

O colunista da Folha de S.Paulo Marcelo Leite trouxe um dado alarmante na sua coluna de domingo, 15. As araucárias devem desaparecer a partir de 2070. Com isso, claro, se acabam os pinhões, uma das iguarias mais festejadas por estas bandas.


 

 

 

O colunista cita estudo desenvolvido por Oliver Wilson, da Universidade de Reading, do Reino Unido, que aponta para a extinção das araucárias em 50 anos. Mais precisamente, para sua sobrevivência em poucos refúgios, isso na hipótese mais otimista.

 

 

 

 

As araucárias existem há pelo menos 28 milhões de anos,. Como escreveu Wilson num artigo, se esse período fosse comparado a um dia de 24 horas, as Américas do Norte e do Sul só se uniriam às 21h30, e a espécie humana surgiria às 23h45.

 

 

 

“Pinhões compunham parte crucial da dieta e dos rituais dos caingangues, que um dia vicejaram ao sul do rio Tietê, até as terras gaúchas. A rápida expansão das araucárias pela região, a partir do ano 1000, pode ter resultado do manejo da espécie por esses índios do grupo linguístico Jê”, conta Leite no artigo da Folha. Estima-se que hoje a produção comercial seja da ordem de 10 mil toneladas por ano, com valor de mais de R$ 20 milhões.

 

 

 

As araucárias gostam de frio e umidade, por isso só ocorrem nas áreas de mata atlântica mista das serras e suas grotas e nos campos de altitude. Com o aquecimento crescente da atmosfera em virtude da mudança do clima, seu habitat tende a desaparecer.

 

 

 

Habitat, aliás, que já perdeu para o desmatamento mais de 90% da superfície original, sobretudo pela extração da madeira do pinheiro entre 1870 e 1970, assunto que a região de Canoinhas conhece bem, protagonizado por inúmeros madeireiros. A espécie figura como ameaçada de extinção na lista do Ibama.

 

 

 

 

Wilson e outros pesquisadores de Reading e do Brasil usaram várias simulações de computador para dizer que as áreas favoráveis remanescentes deverão encolher a quase zero nos próximos 50 anos.

 

 

 

 

Com ajuda de mapas topográficos, identificaram setores em que o sombreamento e a proximidade de cursos d’água devem criar condições locais, ou microclimas, para que sobrevivam. O problema é que só 2,5% desses refúgios se encontram protegidos como unidades de conservação (UCs).

 

 

 

 



 

ADAPTAÇÃO

Vereador Fabiano Mendes, o Bano, disse durante a sessão de ontem da Câmara de Três Barras que está trabalhando junto aos catadores de material reciclável para que eles se adaptem à lei municipal sancionada há duas semanas pelo prefeito Beto Passos (PSD) que proíbe o trânsito de veículos de tração animal pela área urbana de Canoinhas a partir de dezembro.

 

 

 

 

ACATUR

A presidente da Associação Canoinhense de Turismo (Acatur), Anni Tokarski, vai ocupar a tribuna da Câmara de Canoinhas nesta terça-feira, 17. Na pauta a pergunta que não quer calar: como Canoinhas ficou de fora da rota Caminhos do Contestado do Ministério do Turismo?

 

 

 

 

R$ 1,8 bilhão 

é quanto o saque do FGTS deve movimentar na economia catarinense

 

 

 

 

 

 

DESMENTINDO

Reportagem da Folha de S.Paulo desmente o presidente Bolsonaro, que disse estarem no Norte a maioria das ONGs que atuam no Brasil. Ele disse ainda que nenhuma está no Nordeste. A realidade é bem diferente: apenas 8% das ONGs estão no Norte e 3% recebem verba federal. A maioria está no Sudeste, depois no Nordeste.

 

 

 

 

METRALHADORA

Depois de uma gestação na penumbra, o candidato derrotado por Carlos Moisés da Silva (PSL) no segundo turno das eleições estaduais do ano passado, Gelson Merisio, voltou com tudo. Em entrevista ao jornalista Upiara Boschi, do Diário Catarinense, acionou a metralhadora. Disparou contra Moisés, afirmando que ele não sabe ouvir e tem dado as costas para boa parte do Estado.

 

 

 

Merisio vai deixar o PSD, mas não sabe ainda para que partido vai. Sabe, porém, que vai estabelecer novo domicílio eleitoral, em Joinville, mas garante que seu horizonte é 2022 e não as eleições municipais do ano que vem.

 

 

 

 

 

“O governo Moisés é preguiçoso”

do ex-deputado estadual Gelson Merisio

 

 

 

FLAMENGO

Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que o Flamengo tem a maior torcida do Brasil. Vinte por cento dos entrevistados coloca a agremiação como seu time de preferência. O Corinthians vem em seguida com 14% dos entrevistados. São Paulo (8%), Palmeiras (6%) e Vasco (4%) estão na lista de preferenciais. 22% não torcem para nenhum time.





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