Estado disponibiliza 117 leitos clínicos para pacientes com covid-19 na região de Canoinhas


Leitos do Hospital Regional de Araranguá. Foto: Divulgação/ IMAS

Hospitais podem optar ou não por receber os leitos

 

 

 

MAIS LEITOS

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), disponibilizou cerca de 3,9 mil leitos clínicos, sendo 3.452 adultos e 444 pediátricos, para atendimento exclusivo pelo SUS a pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19. A determinação está na Portaria 246, publicada na semana passada. Para os hospitais de Canoinhas, Mafra, Porto União e Três Barras estão sendo oferecidos 117 leitos.

 

 

 

O texto determina que de 50% até a totalidade de leitos clínicos disponíveis e até 90% dos leitos cirúrgicos pediátricos listados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) sejam destinados exclusivamente para pacientes com a doença ou com suspeita de infecção pelo novo coronavírus. Na portaria são elencados mais de 80 hospitais públicos e filantrópicos de todas as macrorregionais de saúde de Santa Catarina e o número de leitos reservados para o combate à pandemia.

 

 

 

 

A medida marca o início da segunda etapa do trabalho do Governo do Estado no sentido de aumentar a oferta de leitos. “Essa é mais uma ação para garantir o atendimento aos pacientes com a doença em todas as regiões catarinenses. Desde março, o governo trabalha de forma incansável para garantir mais leitos e equipamentos para que o Estado esteja preparado para o combate à pandemia”, reforça o governador Carlos Moisés.

 

 

 

 

Estes leitos, explica o presidente do Hospital Santa Cruz de Canoinhas (HSCC), Reinaldo de Lima Jr, seriam exclusivos para pessoas que apresentam sintomas leves de covid-19. “Não tem nada a ver com os leitos de UTI. O estado está oferecendo estes leitos para os Municípios, o que não significa que todos vão aceitar. Ninguém é obrigado a aceitar”.

 

 

 

Lima vê a questão com muito cuidado. “Não está bem certo com que sintomas a pessoa deveria ser internada nestes leitos. Não está bem claro como isso se daria na prática”, pondera.

 

 

 

O Estado conta atualmente com 1.077 leitos de UTI, entre neonatais, adultos e pediátricos. A meta é, até o fim de maio, criar 713 leitos de UTI novos para atender pacientes com a doença.

 

 

 

 

 

 

 

 

HOSPITAIS DA REGIÃO COM OFERTA DE LEITOS PELO ESTADO

MUNICÍPIONOME HOSPITALLEITOS CLÍNICOS ADULTOS DISPONÍVEIS COVID-19LEITOS CLÍNICOS PEDIÁTRICOS DISPONÍVEIS COVID -19
CanoinhasHOSPITAL SANTA CRUZ DE CANOINHAS210
Três BarrasHOSPITAL FELIX DA COSTA GOMES220
MafraHOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO400
Porto UniãoHOSPITAL DE CARIDADE SÃO BRAZ3410

 

 

 

 

 

 

“Por enquanto está muito na falação. Na prática nada aconteceu”

Da vereadora Zenici Dreher (PL), sobre as promessas do governo do Estado de leitos de UTI e recursos financeiros

 

 

 

 

 

 

UTIs

Vereador Paulo Glinski/Rodrigo Melo/Divulgação

Vereador Paulo Glinski (PSD) disse ontem que se as vagas para UTI de fato forem implementadas na região, as cidades terão, proporcionalmente, número de leitos comparáveis a São Paulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MAL-ESTAR

Como não foi muito bem amarrada a reunião de quinta passada entre o PSDB, PRTB e afins, a informação dada pela coluna ontem de que há uma articulação entre Norma Pereira e Ivan Krauss para compor chapa majoritária deixou muita gente surpresa. Há quem diga que nada disso foi ventilado. Apenas apoio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MAIS SORTE QUE JUÍZO

Prefeito Beto Passos durante a coletiva/Reprodução

Prefeito Beto Passos (PSD) teve mais sorte que juízo ao bancar a reabertura de restaurantes e academias de ginástica ontem em Canoinhas. À noite o governador Carlos Moisés (PSL) anunciou a mesma coisa, mas para quarta-feira, 22. A tempo de Passos não ter de se explicar ao Ministério Público, que o interpelou por desrespeitar o decreto estadual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SIGA A TRILHA

Antes do anúncio de Moisés, o prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti (PSDB) já havia anunciado que reabriria os restaurantes. Em Major Vieira, Orildo Severgnini (MDB) disse que seguiria as recomendações da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), adotando nem abertura total nem fechamento total. “Foi oque adotamos há algumas semanas com restaurante com atendimento na porta e academia com agendamento de cinco pessoas por hora.”

 

 

 

Em Três Barras, Luis Shimoguiri (PSD) não chegou a se posicionar sobre a questão.

 

 

 

 

 

 

 

 

MÁSCARAS

Falando em Major Vieira, duas máscaras foram doadas pela prefeitura por pessoa. “Já cobrimos toda a cidade e agora vamos cobrir 100% do interior com máscaras de pano produzidas por funcionários da Ação Social, Educação e Saúde, além de muitos voluntários”, explica Severgnini.

 

 

 

O prefeito diz que já foram feitas 14 mil máscaras, “mas queremos chegar a 25 mil. A Polícia Militar anda nas ruas com uma quantidade de máscaras no veículo. Quando encontram uma pessoa sem, entregam e orientam a usar”. Quem se recusa, paga multa de R$ 103. Ninguém entra na cidade sem máscaras. Há barreiras sanitárias nas duas entradas da cidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

OPINIÃO

O médico da UTI do Hospital Santa Cruz, Dr Alexandre Voigt, que chamou a atenção de Canoinhas para o avanço da pandemia logo no começo da situação que mudou a vida de todos nós, opinou, a pedido da coluna, sobre a liberação de restaurantes e academias de ginástica. “Sou a favor de abrir os estabelecimentos em cidades com baixos índices de casos. O problema é que não estão realizando testes para diagnosticar os oligossintomáticos e os assintomáticos! A chance de aumentar o número de infectados é grande, porém, teoricamente, esse tempo inicial de isolamento, que foi fundamental, foi feito para dar tempo dos hospitais se estruturarem! Confesso que não sei se os equipamentos prometidos pelo Estado já chegaram no Hospital Santa Cruz. Acho praticamente impossível não termos casos na cidade, ao longo dos próximos meses, pois o inverno ainda nem começou, mas estou otimista que teremos poucos casos graves e nenhum caos na saúde. Já caos econômico acho mais provável acontecer. Acho importante a independência de cada governante em individualizar suas políticas de isolamento, desde que arquem com as consequências de seus atos”, escreveu.

 





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