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Edital de licitação da SC-477 ainda não tem data para ser lançado

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Plano de reestruturação da rodovia vem se arrastando há anos

NO LIMITE

De mês em mês, o Governo do Estado vai adiando a promessa de reestruturar a SC-477, rodovia que liga Canoinhas à BR-116, entre Monte Castelo e Papanduva. A última atualização da Secretaria de Infraestrutura é a mesma de fevereiro. Ontem, a assessoria de imprensa da pasta informou que “o processo está sendo finalizado para se encaminhar à licitação”. Compare com a resposta dada à coluna em fevereiro deste ano: “Está em fase de ajustes finais o projeto executivo de engenharia viária para a restauração da SC-477, entre Canoinhas e Papanduva. A Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade explica que, concluída essa fase, o próximo passo é realizar a licitação da obra.”

No mesmo mês, o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, postou vídeo prometendo a licitação para o mês seguinte. Não rolou.

No mês passado, o governador Carlos Moisés (Republicanos) esteve em Papanduva e renovou a promessa para novo mês: maio. Ao que tudo indica, as chances de esse edital sair neste mês são pequenas.

De qualquer forma, mesmo que lançado o edital em maio, a perspectiva é de que se leve ao menos dois meses até a conclusão do processo, logo, as obras, na mais otimista das hipóteses, começaria em plena campanha de Moisés pela reeleição. Se acontecer, tudo bem, mas parece inegável o caráter eleitoreiro da obra. Até porque, a demanda é antiga e o estudo para revitalizar toda a rodovia começou no início de 2021, sendo concluído em dezembro do mesmo ano. É bastante obscuro o que a Secretaria de Infraestrutura fez com este projeto em quase meio ano em que nada andou.



INEXPLICÁVEL

Mesmo com o projeto concluído e tudo pronto para lançar a licitação, o Governo do Estado resolveu contratar uma empresa para fazer reparos emergenciais na SC-477. Ok, ocorre, contudo, que, segundo moradores locais, a empresa deu no pé sem concluir o que estava fazendo. A Secretaria de Estado da Infraestrutura informa que “a fresagem e recomposição do pavimento será retomada na segunda-feira, 16”.



ESPECULAÇÃO

Prefeito em exercício, Willian Godoy (PSD), faz suspense sobre quem deve assumir a pasta da Saúde com a anunciada exoneração de Kátia Oliskovicz. Especula-se que ele tenha convidado Fabiana Ludka, que comandou o campus de Canoinhas da UNC até o final do ano passado. Fabiana é farmacêutica, mestre e em Neurociências e doutora em bioquímica pela UFSC. Ela está no ranking dos pesquisadores mais influentes do mundo, de acordo com o estudo “AD Scientific Index – Scientist Rankings 2021”.


TERCEIRO SETOR

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta quarta-feira, 11, projeto de lei que cria a Política Estadual do Terceiro Setor em Santa Catarina. A proposta é de autoria do Governo do Estado e foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares.

Fazem parte do Terceiro Setor as organizações privadas, sem fins lucrativos, prestadoras de serviços de interesse público. Com a matéria, o Poder Executivo tem o objetivo de fortalecer essas entidades e integrar as bases de dados sobre o segmento, além de promover a articulação entre a Administração Pública Estadual e o setor privado para incentivar a captação de recursos para projetos das instituições.


UTIS PEDIÁTRICAS

Nesta quarta-feira, 11, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa, o deputado Sargento Lima (PL) falou sobre a alta taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) pediátricas em Santa Catarina. O Hospital Santa Cruz ambiciona criar esse setor.




CASE

Vice-presidente Hamilton Mourão e governador Carlos Moisés/Divulgação

Em Brasília, o governador Carlos Moisés (Republicanos) esteve nesta quinta-feira, 11, com o vice-presidente Hamilton Mourão, seu companheiro de partido. Empolgado com os resultados da tese de doutorado da professora Fernanda Kempner, da UFSC, que estudou o modelo de gestão de segurança pública em um colegiado, o governador levou o case de SC para o vice-presidente. Moisés defende que a experiência do Estado sirva como exemplo para o restante do país.




SECRETO

Os senadores Jorginho Mello (PL) e Esperidião Amin (PP) destinaram mais de R$ 100 milhões em emendas RP-9, o chamado orçamento secreto, entre 2020 e 2021. Entre eles, foi Jorginho quem mais fez uso da modalidade, com mais R$ 64 milhões destinados dos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Regional, e Saúde. Amin destinou mais de R$ 36 milhões, que vieram totalmente do Ministério da Saúde.