Economia do Planalto Norte catarinense teve retração de 0,40% no ano passado

De modo geral, economia catarinense teve crescimento de 8,07% no ano passado

 

O Índice de Performance Econômica das Regiões de Santa Catarina (Iper) lançado pela Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) ‪nesta segunda-feira, 4, revela que o estado de Santa Catarina cresceu 8,07% no período de janeiro a setembro de 2018 se comparado ao mesmo período em 2017.

 

 

As informações foram apresentadas  durante a reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) com a presença dos presidentes das outras entidades que representam o setor produtivo.

 

 

O índice também revela o crescimento das regiões de SC. Foram analisadas as regionais conforme a divisão da Facisc. A região que mais cresceu foi o Vale do Itajaí, enquanto que o Alto Vale e o Planalto Norte tiveram as maiores retrações.

 

 

OS DADOS

Extremo Oeste 0,28%

Noroeste 1,23%

Oeste – 0,13%

Meio Oeste 1,50%

Serra Catarinense 1,82%

Alto Vale – 0,75%

Vale do Itajaí 11,86%

Planalto Norte -0,40%

Norte 8,75%

Grande Florianópolis 2,46%

Sul 0,94%

Extremo Sul 1,42%

 

 

 

“Esse índice está disponível a partir de agora a todos catarinenses que podem aproveitar os dados nas suas estratégias econômicas e passaremos a publicar trimestralmente”, destacou o presidente da Facisc, Jonny Zulauf.

 

 

 

O objetivo da construção desse índice é produzir uma estimativa trimestral da movimentação econômica das regiões do estado de Santa Catarina e do estado como um todo. O Iper foi criado a partir de indicadores relevantes que possuem relação direta com a movimentação econômica das regiões do estado, como: movimentação bancária, consumo de energia, movimentação do comércio exterior, movimentação do emprego, e movimentação da frota de veículos. “O índice é resultado de cinco grupos de informações e 13 variáveis de dados”, esclarece o economista da Facisc, Leonardo Alonso Rodrigues.

 

 

O presidente da Facisc, Jonny Zulauf, explica que a Federação buscou ampliar a oferta de informações com a criação de um índice próprio e inédito da Federação, que visa uma contribuição mais efetiva da entidade junto as associações, empresários e a sociedade catarinense. Um dos principais motivos para a Facisc ter criado o Índice é que o principal indicador que mensura a atividade econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) das regiões de Santa Catarina é divulgado com uma defasagem de pelo menos dois anos. “Há uma lacuna temporal desta informação tão relevante para a economia de Santa Catarina e suas regiões. Com o Iper estaremos contribuindo com uma ferramenta que busca estimar o movimento econômico das regiões do estado trimestralmente, e toda a sociedade catarinense ganhará com isso”, destaca o presidente.

 

 

Para a criação do índice foram adotados alguns critérios para a seleção das variáveis escolhidas como: informações que possuam relação com atividade/movimentação econômica (exemplo: emprego), informações de fontes confiáveis, informações que possuam frequência mensal e/ou trimestral de divulgação e que possuam publicação a nível municipal (para agregação regional).

 

 

 

Outra motivação para construção do índice é a atenção da entidade para com a velocidade em que as coisas ocorrem na sociedade e principalmente em como medir seus impactos de uma maneira confiável, robusta e que principalmente tenha relevância local. “ Vivemos na era da informação onde as decisões necessitam ser tomadas de forma rápida e efetiva. Além de ter uma abrangência regional e atualizada, com o Iper entregaremos um instrumento à sociedade catarinense para auxiliar na  tomada de decisões”, destaca Zulauf. Além da divulgação por região, a Facisc ainda planeja a aplicação do índice nas microrregiões das 12 regionais da Federação. “Queremos ter ainda mais detalhes”.

 

 

PARA QUE SERVE O IPER/SC?
Segundo o economista Leonardo Alonso Rodrigues o Iper-SC auxiliará no planejamento e tomada de decisões para o setor empresarial, e para o setor público servirá como acompanhamento e monitoramento da evolução  da economia local, para a mensuração dos impactos de investimentos, intempestividades e seus resultados sobre a economia local, também servirá para atender às associações empresariais (ACIs) com informações de abrangência local, e poderá ser utilizado como referência em todas as regiões de Santa Catarina.




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