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janeiro

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2022

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É hora de tirarmos as máscaras?

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A despeito de qualquer discussão, nas ruas, o que mais se vê são desmascarados

AS MÁSCARAS

COLUNA DE DOMINGO A discussão que esquenta agora sobre tirar ou não a obrigatoriedade de se usar máscaras em locais abertos (depois vai vir a discussão sobre locais fechados)se torna incipiente em um cenário onde o que mais se vê pelas ruas são pessoas sem máscaras ou com elas arriadas na altura do queixo. Adequadamente mascaradas, como manda a lei, muito poucas pessoas estão.

Como vários costumes sociais, este também deve morrer por falta de prática. Canoinhas vive uma realidade que, com pouca diferença, é a mesma na maioria das cidades brasileiras. Já atingiu mais de 75% da população com as duas doses da vacina contra a covid-19. Pois então, vejamos. Na estridente discussão entre o “fique em casa” e o “a economia vai quebrar” os especialistas apontavam uma única saída para a pandemia: a vacina.

E assim foi. Tomando por base Canoinhas, à medida que a vacinação foi avançando o número de mortos foi caindo gradualmente, chegando a quatro em setembro e cinco em outubro. Na semana passada atingimos o menor número de infectados com a doença: apenas 11 pessoas. O Hospital Santa Cruz já se prepara para desativar todos os leitos da UTI Covid. O motivo? Média de menos de cinco pacientes nas últimas semanas, chegando a ter dois em um mesmo momento.

O vírus está circulando, obviamente, mas como os especialistas acertadamente apontaram, a vacina está enfraquecendo o coronavírus que, ressalte-se, não sumirá do dia para a noite, mas se tornará mais uma doença facilmente contagiosa (como a gripe) com a qual teremos de aprender a conviver.

O dito novo normal, por muitas vezes, abarcava o uso contínuo das máscaras. Não é o que vai acontecer. As pessoas estão doidas para se livrar do acessório. Com número de casos graves em expressiva baixa, é possível liberar o uso ao menos em áreas abertas já que o principal motivo das medidas sanitárias – não afogar o sistema público de saúde – parece estar cada vez mais distante.

A Europa apresenta uma realidade assombrosa com o aumento de casos graves especialmente na Rússia e Alemanha. Na primeira onda da pandemia, quando se viu cenários até piores na Europa e Estados Unidos, foi questão de tempo para vermos cenário ainda mais dramático no Brasil. Não foi o que aconteceu com a variante Delta, porém. Os casos até aumentaram, mas a variante encontrou resistência por meio da ampla adesão à vacina. Os brasileiros dão exemplo para o mundo ao aderir à vacinação, a despeito de falas negacionistas do próprio presidente, Jair Bolsonaro, que diz ainda não ter sido vacinado.

Os europeus e americanos, apesar do aumento de casos e da rejeição à vacina por parte da população, aboliram a máscara em locais públicos. É hora de o Brasil, que dá exemplo para o primeiro mundo, tomar esse gesto de redenção e esperança.