Dona Mentirinha


Às vezes era vista e quando era descoberta era uma confusão

 

 

Sirlei Gonçalves Palhano

 

 

Era uma vez uma senhora chamada Mentirinha. Ela era muito discreta, vivia se escondendo. Observava uma coisa aqui, outra ali e sempre achava um jeito de entrar no meio das conversas e das histórias das pessoas.

 

 

Às vezes era vista e quando era descoberta era uma confusão… Causava tristeza, decepção e brigas. Ela até se sentia envergonhada por um momento, mas de repente estava novamente se metendo em confusão.

 

 

 

Por onde passava deixava tristeza e fazia as pessoas se afastarem umas das outras. Ela não era nada bonita, tinha um narigão grande, uma língua enorme e pernas curtas. Por isso conseguia meter o nariz em toda parte, falar o que não devia, mas sofria, pois, era difícil se esconder, por suas pernas serem muito pequenas, antes da confusão acabar ela era descoberta.

 

 

Mas o pior não era isso… O pior era uma inimiga que ela tinha. A Dona Verdade. Íntegra, bonita, confiante, sem nada para esconder. Podia andar tranquilamente entre as pessoas. Ao contrário da Dona Mentirinha ela era bem-vinda, amada por pessoas boas.

 

 

 

E Dona mentirinha olhava tudo aquilo e pensava… Porque sou assim? Por que não consigo mudar? E começou a observar de longe as atitudes da rival e resolveu imitá-la. Começou aos pouquinhos, primeiro ficando calada, em seguida já não entrava em tantas conversas e por último, quando não conseguia se controlar e causava alvoroço, ela enfrentava e admitia que era culpada.

 

 

 

E sabem o que aconteceu?

 

 

 

Ela foi ficando bela, seu nariz foi diminuindo, sua língua também e suas pernas quase alcançaram as da Dona Verdade. Quando ela percebeu isso ficou muito feliz e ainda mais motivada. Foi mandando seu comportamento errado, embora e se sentiu querida pelas pessoas, até a Dona Verdade que não gostava nadinha de seu comportamento falava com ela.

 

 

 

O orgulho tomou conta dela e a cada dia mais percebia que as atitudes que tinha é que estragavam sua vida. Que podemos escolher espalhar o bem ou o mal, fazer as pessoas felizes ou causar-lhes tristeza.

 

 

 

E assim os dias foram passando e Dona Mentirinha foi deixando seu passado para trás, vivendo tranquilamente entre as pessoas, ajudando quando podia e percebendo que fazendo os outros felizes poderia ser feliz também!





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