Deputados criticam cobertura de CPI e rejeitam rótulo de inquisidores


CPI dos Respiradores/Bruno Collaço / Agência AL

Deputado levantou suspeita sobre churrasco patrocinado pelo governador com executivos da emissoras de TV

 

 

Membros da CPI dos Respiradores criticaram a cobertura de parte da imprensa e rejeitaram o rótulo de inquisidores durante sessão ordinária de quarta-feira, 24, da Assembleia Legislativa.

 

 

 

“Fico abismado quando a gente vê alguns formadores de opinião falar sobre os trabalhos da CPI. Como que estes formadores de opinião e a linha editorial de rádios, blogs, matérias de jornal, talvez pela face amigável do Sargento Lima (PSL), disseram que os deputados ontem fizeram uma crucificação dos depoimentos, que estamos fazendo uma inquisição, com depoentes extremamente vulneráveis e tendo suas imagens maculadas”, relatou Kennedy Nunes (PSD).

 

 

 

Kennedy pediu ao colega João Amin (PP) que repetisse a descrição da força tarefa sobre a famigerada compra. “Conluio criminoso entre agentes públicos e privados e a compra mais perversa da historia de SC”, completou, em aparte, João Amin.

 

 

 

“Como vamos enfrentar esses camaradas? Com carinha de anjo? Olá, tudo bem? Você passou bem a noite? Estão pensando que somos otários, dizendo que a CPI é política? Claro que é, não somos um tribunal, um convento, somos uma comissão parlamentar, parlamento, política”, disparou Kennedy, que levantou suspeita sobre churrasco patrocinado pelo governador com executivos da NSCTV, Bandeirantes, SBT e com o presidente da Acaert.

 

 

 

Kennedy insinuou alinhamento editorial e questionou quem seria o maior credor da Secretaria de Saúde e quem seria sócio desse credor.

 

 

“Por incrível que pareça (o credor) é o grande beneficiado por uma frase citada na CPI, ‘a Secretaria de Saúde pagou neste ano toda a dívida que tinha de fornecedores’”, ironizou o representante de Joinville.

 

 

 

Ivan Naatz (PL), relator da CPI dos Respiradores, concordou com a análise de Kennedy.

 

 

 

“Tento conversar e noto que quando converso com eles, eles compreendem o que estou dizendo, mas na hora de falar não fala o que conversou. Ouvi de um comentarista que a CPI estava muito atrás da polícia”, afirmou Naatz, acrescentando que é natural que a investigação policial esteja adiantada em relação aos trabalhos da comissão.





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