sábado, 25

de

setembro

de

2021

ACESSE NO 

Deputados cobram recursos, UTI e ressuscitam hospitais de campanha

Últimas Notícias

- Ads -

Deputados também discutiram o lockdown do próximo fim de semana

 

 

 

Diante do avanço implacável dos casos de covid e da falta de vagas em UTIs em Santa Catarina, parlamentares cobraram ações do governo contra o coronavírus e ressuscitaram a ideia de construir hospitais de campanha durante a sessão de terça-feira, 2, da Assembleia Legislativa.

 

 

“Estive em Chapecó, Xanxerê, Xaxim e Quilombo, a situação é terrível em Chapecó e toda região, no dia de ontem foram 19 óbitos. O que os prefeitos estão pedindo é a liberação de recursos, as aeronaves de transporte (de pacientes para o Espírito Santo) custam R$ 30 mil, são despesas enormes, e a Casa Civil confirmou o pagamento dessas despesas”, informou Jair Miotto (PSC).

 

 

 

O deputado fez um apelo aos colegas para reabilitar cerca de 300 leitos de UTI que foram desabilitados pelo Ministério da Saúde em 2020.

 

 

 

 

“Hoje temos 1.280 leitos de UTI, precisamos voltar a 1.580, há 250 pessoas na lista de espera por vaga em UTI”, afirmou Miotto.

 

 

 

 

 

Neodi Saretta (PT) concordou com o colega. “O momento é gravíssimo. O Hospital São Paulo, de Xanxerê, está em colapso, não há mais espaço físico para atender a demanda, que cresce. As unidades estão  100% lotadas, são 35 na emergência, 20 deles entubados”, descreveu Saretta, que pediu o “imediato pagamento aos hospitais referentes aos meses de janeiro e fevereiro, para que possam repor os estoques de insumos”.

 

 

 

Quanto aos leitos de UTI, Saretta lembrou os colegas que a habilitação depende do Ministério da Saúde e que os pagamentos referentes aos leitos de UTI pela União também estão atrasados.

 

 

 

“As pessoas estão morrendo nas filas”, insistiu Saretta, que apelou ao governo federal para que compre vacinas. “Ainda se prendam a uma palavra, a União Europeia tem acordo com a Moderna, Pfizer, AstraZeneca, Sanofi e Johnson & Johnson. Isso tudo é desculpa, é preciso que o governo vá atrás dessas farmacêuticas, precisamos ampliar os acordos”.

 

 

 

 

Já os deputados Ivan Naatz (PL) e Ada de Luca (MDB) ressuscitaram a ideia de construir hospitais de campanha, aventada pelo Executivo no início da pandemia. “Domingo eram 155, segunda passou para 235 e agora são 250 pessoas aguardando uma vaga na fila para UTI. Onde estão os mil leitos prometidos? E o hospital de campanha? Onde está a estrutura, porque dinheiro tem para dar com o pau, mais de R$ 1,1 bi”, discursou Naatz.

 

 

 

“Não tinha R$ 600 mi para comprar vagas de UTI na rede privada? Quantos leitos estão disponíveis? E o hospital de campanha, tem previsão? Qual seria o prazo para instalação? Onde seria instalado? Precisamos de ações, não de reação, a ação antecipa, planeja, mostra resultado; reação é correr atrás do prejuízo”, avaliou Ada.

 

 

 

Valdir Cobalchini (MDB) lamentou o cenário desesperador, mas ponderou a necessidade de unir esforços para vencer a covid. “O setor produtivo está pedindo um tempo, é preciso ter uma única linguagem para combater o vírus e salvar o catarinense, proteger o cidadão, as empresas e os trabalhadores”.

 

 

 

 

 

LOCKDOWN
Sargento Lima (PSL), Nilso Berlanda (PL), vice-presidente da Casa, e Ana Campagnolo (PSL) manifestaram-se contra o lockdown. “Lockdown nos dias 6 e 7 (sábado e domingo), justamente quando os comerciantes ganham mais dinheiro. É início do mês, é preciso fazer a máquina girar, a economia girar”, justificou Lima.

 

 

 

“Os aluguéis estão vencendo, é preciso pagar salários, infelizmente o comércio varejista pede socorro. Já temos 26 cidades com estabelecimentos do varejo fechados”, informou Berlanda, que é proprietário da rede de lojas homônima.

 

 

 

Ana Campagnolo (PSL) também criticou o lockdown e pediu apoio dos colegas para projeto de lei de sua autoria que regulamenta a decretação de lockdown. “O projeto impede que o estado, que o governador decrete o fechamento dos estabelecimentos comerciais sem reunião prévia com empregadores e empregados com no mínimo 48 horas de antecedência”, explicou a deputada.

 

 

 

Segundo Ana, na reunião o governo e as entidades que defendem o lockdown deverão comprovar com argumentos científicos a necessidade de frear abruptamente a contaminação por patógenos mortais.