Deputados ainda não apresentaram projetos que reduzam seus privilégios

Senador Reguffe propôs corte de privilégios no Senado/Arquivo

Bandeira de campanha de pelo menos metade dos eleitos em outubro, assunto sequer foi pautado

 

 

LONGE DA REALIDADE

Na primeira semana da atual legislatura uma fila se formou no setor de protocolo do Congresso Nacional. Eram deputados novatos ansiando por emplacar as primeiras propostas de lei do atual mandato. Entre os primeiros projetos, o que torna a Bíblia patrimônio imaterial, que torna hediondos os crimes ambientais, que institui a operação Lava-Toga e que permite a volta de doações de empresas para campanhas políticas.


 

O discurso de moralidade com o dinheiro público ficou na campanha.

 

Em Santa Catarina não foi diferente. Na primeira semana de trabalho teve deputada preocupada em perseguir professores, CPI da Ponte Hercílio Luz e preocupação com a morte de abelhas. Nem um pio sobre redução de privilégios.

 

 

Senador Reguffe (sem partido-DF) defendeu sua candidatura a presidência da casa com o seguinte discurso: “O Senado precisa mudar, precisa ser mais transparente e que custe menos ao contribuinte brasileiro do que ele custa hoje. O Senado não pode ser um clube, ele é uma instituição pública custeada com os impostos pagos pela sociedade brasileira. O Senado brasileiro é uma das casas legislativas mais caras do mundo em termos proporcionais e isso não se muda com palavras, isso se muda com atitudes, exemplos, cortando na carne.” Foi além do discurso bonitinho, apresentando sete propostas para mudar esse quadro: 1) fim dos salários extras; 2) fim da verba indenizatória; 3) fim dos carros oficiais (cada senador tem direito a um carro oficial. Só o gasto com a lavação desses carros salvaria o Museu Nacional); 4) redução do número de assessores de gabinete de 55 para 12; 5) redução da verba para pagamento de assessores para menos da metade do que é hoje; 6) fim do plano de saúde vitalício dos senadores, sem limite de despesas e sem paralelo no mercado; e 7) fim da aposentadoria especial dos parlamentares.

Enquanto Reguffe falava era possível ouvir risos ao fundo (assista o discurso acima). Recebeu seis votos dos 81 senadores.

 

 

Se os deputados federais e estaduais e senadores se fizerem de alienados, fingindo desconhecer o motivo pelo qual foram eleitos, correm dois riscos: o povo fazer uma autolavagem cerebral e se esquecer de tudo que ouviu na campanha ou o povo se revoltar e cobrar o que lhes foi prometido. A julgar pela anestesia momentânea de um eleitorado em boa parte ainda apaixonado pelo populismo, a segunda hipótese, de momento, está descartada.

 

 

CONTRAPONTO

Secretária de Saúde de Canoinhas, Zenici Dreher, que está de férias, voltou a contestar o diretor administrativo do Hospital Santa Cruz, Derby Fontana com relação a nota publicada ontem aqui na coluna: “O Plano Operativo e Contratualização, assim como todos os contratos foram prorrogados até 31 de março de 2019 e da mesma forma todas as cirurgias eletivas foram prorrogadas pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Ministério da Saúde. Então sabemos que há listas de espera e sabemos que o Hospital Santa Cruz é credenciado para atender SUS”, diz ela.

 

 

 

PROMOTORIA

O Ministério Público tem dedicado tempo especial ao Hospital Santa Cruz. Aguarda plano estratégico a ser apresentado pela direção do Hospital e pelo Município para recuperar a instituição para então dar novo passo no processo.

 

 

 

DIAS CONTADOS

Ex-prefeito de Canoinhas, Beto Faria (MDB) está com os dias contados na direção da Cidasc. Fontes ligadas ao PSL dão como certa sua demissão do cargo pelo governador Carlos Moisés da Silva (PSL).

 



 

 

NÃO GOSTOU

Antes de deixar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Paulo Machado criticou no programa Fala Cidade, da 98FM, quem grava vídeos criticando o governo municipal nas redes sociais. Fez referência a “um senhor que tem nome de cachaça, Jamel, como é?…”

 

 

O presidente do PSL municipal, Ethel Jacomel se sentiu ofendido, chamou o ex-secretário de “aluno de 5ª série” e criticou o fato de ele ter caído de pára-quedas em Canoinhas, desconhecendo o trabalho que pessoas como ele desenvolvem por Canoinhas. “Quando então vereador, Beto Passos criticou o trabalho da gestora da Fundação Municipal de Cultura e disse na tribuna da Câmara que sentia saudades do tempo do Jacomel (Jacomel foi diretor da Fundação antes de Viviane Bueno). Esse vereador hoje é prefeito de Canoinhas e até ontem chefe desse cidadão”, lembrou.

 

 

DADOS DE ONDE?

Na mesma entrevista, Paulo Machado exaltou o governo de Passos afirmando que o êxito do governo não poderia ser provado por suas palavras, mas por dados “e os dados não mentem”. Resta saber de onde vem os dados que sequer foram citados por Machado.

 

 

O tão festejado crescimento no mercado de trabalho no ano passado foi bem magro, embora seja positivo. Tirando isso, o primeiro e confiável índice externo a avaliar o governo Beto Passos (PSD) mostra retrocesso na gestão.  O Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM) indica que Canoinhas passou de uma média geral considerada efetiva (nota B) para “em fase de adequação (C+). O índice avalia a qualidade educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, ambiental, da cidade e em tecnologia da informação. A nota geral do Município, em uma escala que vai de zero a 1, é 0,581, abaixo da média estadual, que foi de 0,63. Em 2016, último ano da gestão de Beto Faria (MDB), esse índice foi de 0,66.

 

 

 

ADEMAIS

O comentário geral na prefeitura de Canoinhas é de que Paulo Machado já vai tarde. Ao contrário do que tenta colar e que até Beto Passos se esforça em tentar demonstrar, Machado só atrapalhou seu governo sem noção de espaço e intromissão em assuntos que não lhe dizem respeito.

 

 

AGORA VAI

O Município abriu licitação para asfaltar trechos das ruas Adolfo Voight, Guilherme Gonchorowski e Sérgio Gapski. Edital prevê, ainda, a abertura do calçadão da rua Felipe Schimidt.

 

Beto Passos quer acelerar o que puder das obras ainda neste ano. Não quer a pecha tão comum a prefeitos de abrir várias frentes de trabalho no ano da eleição.

 

 

MAIS SEMÁFOROS

O Município de Canoinhas abriu licitação para compra de novos semáforos. A abertura das propostas acontece em março.

 

 

 

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