Casan monitora qualidade da água que abastece Canoinhas e Major Vieira


Divulgação/Bombeiros

Cálculo é de que possibilidade de contaminação leve mais algumas horas para chegar em Major Vieira

 

 

O Comitê do rio Canoinhas está desde a manhã desta sexta-feira, 26, monitorando a qualidade da água bruta que corre pelo rio Canoinhas. O objetivo é detectar o quanto parte da carga de biodiesel que vazou de um caminhão na tarde desta quinta-feira, 25, pode ter contaminado a água que abastece as estações de tratamento de Canoinhas e Major Vieira.

 

 

Segundo o gerente da Casan de Canoinhas, Cleber Pereira da Costa, “por enquanto estamos monitorando atentamente a qualidade da água. Pelos nossos cálculos demorariam mais algumas horas ainda para chegar (a contaminação) em Major Vieira”, explica.

 

 

O vazamento ocorreu depois de um acidente envolvendo um  caminhão bitrem que seguia de Lagoa Vermelha (RS) para Cubatão (SP), carregado com 43 mil litros de biodiesel de soja (ONU 3082). O motorista perdeu o controle da direção enquanto descia a Serra do Espigão.

 

 

 

Quando os bombeiros chegaram no local, a Autopista Planalto Sul já havia feito a sinalização e o isolamento do local e já havia prestado os primeiro atendimentos ao motorista. Ele encontrava-se fora do veículo, consciente e orientado.

 

 

 

Os bombeiros de Santa Cecília fizeram o dimensionamento da cena e confirmaram que a carga do caminhão tratava-se de Biodiesel B 100, classe de risco 9, e número da ONU (número de identificação de risco) 3082.

 

 

 

Os bombeiros utilizaram o manual da Abiquim, específico para atendimento a emergências com produtos químicos no transporte terrestre.

 

 

 

 

Seguindo o manual, os socorristas identificaram que o produto tinha baixa probabilidade de inflamabilidade e as medidas de segurança que deveriam ser tomadas, sendo elas o isolamento e a contenção do vazamento.

 

 

 

Havia dois tanques que juntos somavam 43 mil litros do produto.

 

 

 

As equipes conseguiram estancar parcialmente o vazamento de um dos tanques, porém, o vazamento do segundo tanque ficava em local inacessível, não possibilitando o estancamento. Segundo os bombeiros, somando o que vazou dos dois tanques, mais de 35 mil litros do produto escoaram para o meio ambiente.

 





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