Democracia em vertigem mais questiona que responde

Divulgação

Documentário da Netflix tem provocado reações extremistas por causa do cunho político

 

 

 


PARA ONDE CAMINHA NOSSA DEMOCRACIA?

Já é surrada a frase atribuída ao primeiro ministro inglês Winston Churchill “a democracia é o pior dos sistemas de governo, exceto todos os demais”, mas nunca esta frase precisou ser tão repetida nos ouvidos dos brasileiros do que agora. Só dos brasileiros?

 

 

Bom, vamos nos ater a nossa vilipendiada democracia para falar a respeito do documentário Democracia em Vertigem, disponível na Netflix.

 

 

Dirigido por Petra Costa, parente de empreiteiros da Andrade Gutierrez envolvidos na Lava Jato, Petra faz questão de deixar isso claro. Ela se coloca como personagem do documentário ao compartilhar suas reflexões a respeito da história recente do Brasil. O viés mais à esquerda é perceptível. Petra trata o controverso impeachment de Dilma como golpe, defende Lula sem se esquecer do Mensalão e Petrolão, mas o que importa em seu documentário é a reflexão que ela faz do atual momento da nossa democracia. “Eu tinha 19 anos quando Lula foi eleito. Eu me lembro da euforia. Parecia um grande passo para nossa democracia. 20 milhões de pessoas saem da pobreza, a taxa de desemprego atinge o menor índice da história e o Brasil emerge como um dos protagonistas no cenário mundial. Para suceder, ele escolhe Dilma Rousseff, que se torna nossa primeira presidenta mulher. Parecia uma mudança de símbolos. Mas algo no nosso tecido social começa a mudar”, discursa Petra enquanto desfilam na tela imagens vertiginosas de Brasília.

 



 

 

Março de 2013, quando o Brasil viu a maior manifestação espontânea da sua história, é tratado como o ponto de virada para o brasileiro acomodado, que passa a sair às ruas reivindicar um país melhor. O que surge do impeachment de Dilma? A anomalia Temer e a abertura escancarada para um presidente voltado à direita, de perfil anti-PT, mas sobretudo, comprometido com o combate à corrupção e pautas liberais para combater a burocracia e conservadora nos costumes.

 

 

 

A eleição de Bolsonaro é tratada com certa discrição. O atual presidente aparece em pelo menos três momentos fazendo seus discursos polêmicos, lembrando do porquê foi eleito, como um contraponto ao PT, demonizado por seus apoiadores.

 

 

 

O que vem por aí? A cineasta não responde, mas o tom taciturno de seu filme não vislumbra nada promissor.




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