Com tantas derrotas e pancadas, MDB precisa se reinventar

Na campanha pela reeleição de Dilma, Temer foi recebido por emedebistas em Canoinhas/Arquivo

Prisão de Michel Temer na semana passada foi o ápice de uma crise sem data para ir embora

 

 

O OCASO DO MDB

Não adiantou tirar o P da sigla. Aliás, parece que depois de reduzir seu nome para MDB, o partido mergulhou num poço sem fundo. Só acumula notícias ruins.


 

A posse de Michel Temer no meio do mandato tinha tudo para elevar a sigla a um status desperdiçado por José Sarney na primeira oportunidade que teve para governar o País. Ledo engano. A icônica visita aos porões do Jaburu, a corridinha da mala e os R$ 50 milhões no apartamento de Geddel naufragaram o governo Temer antes da decolagem. A presidência se tornou uma praga para ele e seus aliados. Muitos apostam que Temer não teria sido pego em tantas falcatruas se não tivesse jogado os holofotes para si ao tramar a queda de Dilma Rousseff.

 

A prisão de Temer na semana passada foi o ápice de uma crise que atinge também seus pares em Santa Catarina. Mauro Mariani já disse que não quer mais presidir o MDB estadual. Quem o substituirá? Dario Berger já manifestou desejo, resta saber se um partido tão necessitado de uma nova roupagem tem em Berger o cara certo.

 

Há reflexos, também, na política local. O MDB é alvo de um anseio popular pela renovação. Não se sabe se esse desejo continuará proeminente em 2020. Depende muito de como se dará o governo Bolsonaro e Moisés. Bolsonaro demonstra cada vez mais estar perdido, enquanto que Moisés em Santa Catarina tem sinalizado com medidas sensatas e alvissareiras.  O quanto os dois influenciarão na eleição municipal é uma incógnita.

 

Se se mantiver o quadro atual, o MDB terá problemas. O partido estuda apresentar Leoberto Weinert ou Beto Faria. Seria o retorno de governos relativamente bem avaliados, mas passariam longe da renovação. Acima dos fatores nacionais, no entanto, a aceitação a um ou outro dependerá, sobretudo, do desempenho de Beto Passos (PSD).

 

 

PREOCUPAÇÃO COM O XISTO

A Câmara de Vereadores de Canoinhas pediu cópia de uma lei aprovada na Câmara de Papanduva que proíbe a extração de xisto em solo municipal. Como se sabe, Papanduva anda assustada com a prospecção feita pela Irati Energia na cidade. A lei municipal, no entanto, não deve ter efeito considerando que a exploração do subsolo é de competência da União.

 

 

NOVA EXPLORAÇÃO

A exploração do subsolo de Canoinhas, Três Barras e Papanduva é a reedição de uma sina regional iniciada com a entrega de terras para a Lumber no começo do século passado. Quando a Lumber faliu, as terras foram repassadas para o Exército, em muitas regiões de forma abrupta, com a expropriação de particulares. Agora, pela terceira vez a União autoriza a exploração dessa área sem qualquer cerimônia.

 

Mais uma vez, a falta de representatividade política vai nos prejudicar.

 

 

LUTA

Sobre as terras cedidas ao Exército, a presença do Campo de Instruções Marechal Hermes no centro de Três Barras é um entrave para o desenvolvimento da cidade. O ex-prefeito Elói Quege (PP) lutou intensamente para reaver parte da área para o Município, especialmente na região central, mas sem sucesso. Isso que Quege tinha Mauro Mariani (MDB) como aliado nessa luta no Congresso Nacional. E agora, quem em Brasília encamparia essa luta? Pior, quem vai defender a região no alto escalão do governo no tocante à exploração do xisto?

 

 



O ADEUS DE PAULO

Permanece um mistério porque o ex-secretário Paulo Machado deixou a pasta do Desenvolvimento Econômico um mês depois de anunciar sua saída e voltar atrás. Como publiquei nesta semana, há quem aposte que a batida de martelo do investimento do Superpão teria sido seu momento de honra para sair da prefeitura.

 

 

APLICATIVO

A partir de agora, os produtores rurais de Santa Catarina têm acesso a uma ampla quantidade de informação para a tomada de decisões, como  monitoramento de safras, preços, políticas públicas, importações e exportações. Tudo isso na palma da mão. O Governo de Santa Catarina lançou na tarde desta sexta-feira, 29, o aplicativo do InfoAgro, um sistema que cruza dados de várias fontes e entrega de forma acessível aos interessados.

 

 

O aplicativo já está disponível para download gratuito em sistemas Android. Na semana que vem, ele será disponibilizado também para iOS. O projeto foi desenvolvido pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri.

 

 

 

100% DIGITAL

A Secretaria de Estado da Saúde concluiu nesta semana o primeiro processo licitatório 100% digital de Santa Catarina. A licitação foi feita para a compra de medicamento. A partir de agora, todas as licitações da pasta serão sem papel.

 

O projeto visa à melhoria no fluxo das aquisições, com maior celeridade e rastreabilidade, redução de custos e total transparência nos processos licitatórios.

 

 

EX-VEREADOR CONDENADO

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da comarca de Caçador condenou o ex-vereador de Calmon Cloreni de Almeida, conhecido como Nerizinho, a 18 anos e 9 meses de prisão em regime inicialmente fechado nesta semana. A sentença se dá pelo crime de homicídio duplamente qualificado da prestadora de serviços de transporte escolar Amélia Bertotto, por recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivo torpe.

 

 

O crime ocorreu em setembro de 2012, na comunidade São João de Cima, no município de Calmon. Na ocasião, a vítima  estava sozinha em casa quando foi atingida por um tiro no rosto e morreu na hora. Um adolescente chegou ao local no momento que os criminosos fugiam e também foi baleado. Ele foi conduzido ao hospital Maicé, em Caçador, e sobreviveu. Cloreni poderá recorrer em liberdade.

 

 

 

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