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Com pandemia, Planalto Norte tem em 2020 menor número de nascidos em 24 anos

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Os nascimentos já estavam em queda ou estabilidade nos últimos anos, mas em ritmo menos acelerado

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Com a pandemia de covid-19, o número de nascimentos no Planalto Norte Catarinense em 2020 foi o menor desde 1996, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, tabulados pelo JMais. Foram 4.699 recém-nascidos no ano passado, ante 5.033 em 2019, queda de 6,63%. O levantamento engloba os Municípios de Canoinhas, Mafra, Porto União, Major Vieira, Três Barras, Irineópolis, Bela Vista do Toldo, Itaiópolis, Papanduva e Monte Castelo.

Os nascimentos já estavam em queda ou estabilidade nos últimos anos, mas em ritmo menos acelerado. Entre 2018 e 2019, por exemplo, a diminuição no número de novos recém-nascidos havia sido de 4,15%. Já entre 2017 e 2018, o Planalto Norte tinha registrado leve alta de 2,73% nos nascimentos.

ESTADO E PAÍS

A realidade não é diferente no Estado e no País. Em Santa Catarina foram 90.188 nascimentos registrados em 2020 ante 98032 em 2019, queda de 8%.

No País, foram 2.687.651 recém-nascidos no ano passado, ante 2.849.146 em 2019, baixa de 5,66%. Os nascimentos já estavam em queda ou estabilidade nos últimos anos, mas em ritmo menos acelerado. Entre 2018 e 2019, a diminuição no número de recém-nascidos havia sido de 3,2%. Em 2017 e 2018, o País havia registrado leve alta, de 0,7%. Especialistas dizem que a queda de nascimentos é algo comum em períodos críticos e não significa que o fenômeno se manterá constante com o passar dos anos. No campo econômico, as mudanças na pirâmide etária impõem ao País o desafio de aumentar a produtividade nos anos seguintes.

“Se nos voltarmos para casos semelhantes ao longo da história humana, é esperado que o número de nascimentos decline durante pandemias, mas há certa recuperação depois que esse período crítico terminar”, observa Joice Melo Vieira, professora do Departamento de Demografia (DD/IFCH) e pesquisadora do Núcleo de Estudos de População Elza Berquó (NEPO) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.



EXPERIÊNCIA

Médico ginecologista com atuação em Canoinhas, Dr Edson Colla conta que 2020 foi um ano difícil. “No começo da pandemia houve até um aumento no número de grávidas pelo fato de as pessoas estarem mais em casa. Todos imaginavam que a pandemia passaria logo. Nesse momento não se sabia ainda da gravidade desta doença que estava vindo”, conta.

Ele explica que a maior preocupação das mães era com a saúde de seus bebês diante da iminência da doença. “Depois observou-se que não causava problemas ao feto, e sim à mãe”, relata.

Problemas graves de insuficiência respiratória, partos prematuros, mães com insuficiência respiratória, lactentes em UTIs Pediátricas foram alguns dos dramas que o médico presenciou. “Houve pânico com gestantes completamente isoladas em casa”. Depois veio a polêmica de se fazer ou não a vacina. “Não foi fácil nos adaptarmos a essa nova realidade. Porém, agora, após a vacinação em gestantes e profissionais de saúde, estamos voltando a uma certa normalidade. Foi uma fase de estresse muito grande. Gestantes com medo até de ir para a maternidade, profissionais de saúde também com medo de se contaminarem e levarem o vírus para seus familiares. Muitas pessoas protelaram a gravidez para um período futuro. Outras, desesperadas por uma gravidez ocasional, inesperada.”

 

Colla acredita que as sequelas deste período se manterão ainda por algum tempo. “Acredito que seguiremos por um bom tempo tendo receio de nos reunir em ambientes fechados com aquela naturalidade que outrora tínhamos. Porém, como bons seres humanos que somos, nos adaptamos e seguimos em frente”, conclui.

Suria El Kouba Gomes, que também é médica ginecologista em Canoinhas, lembra do pavor das mamães e conta como foram diferentes as experiências de receber as mães sozinhas, sem pessoas que festejavam as primeiras imagens dos bebês por meio do ultrassom. “Houve aumento no risco de aborto e de trombose. Tive um caso de descolamento de placenta e de trombose nos vasos placentários, mas felizmente não tivemos na cidade nenhuma perda de gestante, muito menos de bebês”, conta.

Os problemas, contudo, foram arrefecendo à medida que as gestantes começaram a ser vacinadas. “Mas estamos com um pouco de receio por causa da variante delta”, ressalta.

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