Chefe da Flona de Três Barras defende retomada da exploração de pinus

Divulgação

Nota de esclarecimento foi divulgada na tarde desta terça-feira, 9

 

 

FLONA

 


Depois que o prefeito Luis Shimoguiri (PSD) fez uma defesa da venda da Floresta Nacional de Três Barras (Flona), a direção da Floresta se pronunciou.

 

 

A direção da Flona publicou uma nota em sua página do Facebook na tarde desta terça-feira, 9, esclarecendo a desestatização ou privatização da Flona, defendida  pelo prefeito de Três Barras na terça-feira, 2, durante sessão da Câmara de Canoinhas. O esclarecimento foi divulgado por Carlos Ribeiro, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e chefe da Flona.

 

 

Na nota, Ribeiro afirma que desde que assumiu a chefia da unidade em 2014, foram direcionados esforços para a efetiva retomada da comercialização e exploração florestal na Flona. Para isso foram finalizados em parceria com o conselho consultivo, dois importantes documentos técnicos para viabilizar a retomada: o Plano de Manejo em 2016 e o Plano de Manejo dos Plantios Exóticos em 2017. Há também a possibilidade de ser lançado um edital de comercialização de pinus ainda neste primeiro semestre. O edital já está pronto no ICMBio/Sede e a comissão de licitação, responsável pela venda, já foi nomeada pelo Instituto.

 

 

 

CONCESSÃO FLORESTAL

Com relação à fala do prefeito Luiz Shimoguiri, o chefe da Flona esclarece: “Entendemos que ele se referia à possibilidade de concessão florestal, assunto este que já tratamos, inclusive em encontro na prefeitura no ano passado, porém, sem um maior aprofundamento de ambas as partes”.  Sobre a concessão florestal, Ribeiro explica que não se trata de uma privatização, pois a unidade continuaria tendo sua gestão através do Governo Federal numa parceria entre o ICMBio e o Serviço Florestal Brasileiro, porém, poderia dar uma alavancada na exploração florestal na Flona com maior retorno ao Estado, ao município e à própria unidade.

 

 

A Lei número 11.284 de Gestão de Florestas Públicas, criada em 2006, instituiu o Serviço Florestal Brasileiro e cria a possibilidade da concessão de áreas de florestas públicas, incluindo as Flonas. Desde 2006, o governo pode conceder a empresas e comunidades o direito de manejar florestas públicas para extrair madeira, produtos não madeireiros e oferecer serviços de turismo.

 

 

A nota ressalta que o contrato de concessão não inclui acesso ao patrimônio genético, uso dos recursos hídricos, exploração de recursos minerais, pesqueiros ou fauna silvestre, nem comercialização de créditos de carbono. A titularidade da terra é contínua, sendo do governo durante todo o período da concessão, uma vez que o concessionário apenas recebe o direito de realizar o manejo florestal na área.

 

 

Com referência ao processos de comercialização por leilão realizados até 2003 na Flona de Três Barras, Ribeiro explica que os recursos financeiros resultantes da comercialização e exploração fluíam diretamente ao Tesouro Nacional, sem garantia de retorno à unidade ou ao município.

 

 

O chefe da unidade ressalta o trabalho ambiental prestado pela unidade e que a Flona de Três Barras é a mais visitada do Sul do Brasil, com visitação oscilando atualmente entre 7.000 e 8.000 visitantes por ano com entrada franca. Nos últimos 20 anos foram mais de 200 pesquisas de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado que contaram de alguma maneira com o apoio logístico da Flona. Porém, conforme previsto em seu Plano de Manejo, tem como meta gerencial número um a retomada da exploração dos plantios exóticos (pinus) na unidade.

 

 

Ribeiro diz que está construindo parcerias locais com o Conselho Consultivo para melhorar a gestão sem perder o foco na retomada da exploração florestal. “Desta forma entendemos não haver de fato polêmica nem divergência de interesses locais ou regionais e da gestão com relação à Flona”, finaliza.

 

 

 

 

MAMÓGRAFO

Vereadores de Canoinhas estão pedindo informações urgentes sobre o aparelho de mamografia que estaria há mais de um ano sem funcionar. O requerimento será encaminhado ao Hospital Santa Cruz e a Secretaria de Saúde do Município.



 

 

Vereador Chico Mineiro (PR) lembrou em sua fala, que em 2 de outubro de 2017, durante a Campanha Outubro Rosa, ele fez um requerimento solicitando o conserto do equipamento. Ele refez a leitura na íntegra do pedido.

 

 

VETADO

Prefeito Beto Passos (PSD) vetou integralmente o projeto de lei aprovado na Câmara que instituía o empreendedorismo como tema extracurricular e transversal na rede municipal de ensino. O projeto de lei foi escrito pelo vereador Cel Mario Erzinger (PR).

 

 

 

 

BR-280

Vereador Wilmar Sudoski (PSD) elaborou uma série de questionamentos ao DNIT regional sobre a situação do trecho urbano da BR-280 que passa por Canoinhas.

 

 

Ele quer saber se serão retirados os postes que se encontram em cima da pista para regularizar a marginal já existente sentido Mafra/Porto União. Pergunta ainda qual o critério usado para a instalação das lombofaixas, qual o motivo da lombofaixa da BR 280 estar diferente da marginal, e  se vai ser melhorada a calçada e ciclovia já existentes, já que ela  é estreita e há postes que dificultam a passagem.

 

 

Questiona ainda se o projeto prevê calçadas na nova marginal sentido Porto União/Mafra e se há tratativas amigáveis ou judiciais para a desapropriação dos imóveis que estão dentro das áreas de domínio, do trecho.

 

 

 

CORTINA DE FUMAÇA

Depois de ser acusada de fazer apologia a maconha, a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL) decidiu atacar os professores novamente. Além de assinatura de um termo de compromisso e de prova de capacidade física e mental, os professores contratados para atuar nas escolas e universidades públicas do estado poderão também ter que apresentar exame toxicológico para poder tomar posse.

 

 

A medida está prevista em projeto de lei protocolado essa semana na Assembleia Legislativa pela deputada.

 

 

 

 

SAI DE PAUTA

A Câmara de Vereadores de São Mateus do Sul retirou de pauta o projeto de lei que permitia que o Executivo reduzisse salários de servidores efetivos.

 

 

 

 

AGENDA

Na reunião desta terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa analisou e votou vetos do governo do Estado a projetos de lei aprovados pelos parlamentares. Os deputados decidiram rejeitar o veto à proposta que obriga a divulgação da agenda dos atos políticos do governador e vice, secretários de Estado, presidentes de fundações e de empresas públicas estaduais. Pela medida, esses agentes deverão divulgar os compromissos diariamente por meio da internet.

Deixe seu comentário: