Chambers e a obsessão do cinema e da TV pelo apocalipse

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Série da Netflix explora sob outro prisma a história do “ser perfeito”

 

 

A HOSPEDEIRA


Chambers (não confundir com a loja de utilidades de Canoinhas) estreou discretamente na semana passada na Netflix. A história não é a melhor de todas, mas prende a atenção ao ponto de eu ver seus  episódios em cinco dias. Vale a pena. Apesar de alguma barriga, o final vale a expectativa.

 

 

A série explora uma velha premissa do cinema e da TV, partindo da ideia do fim do mundo. Estamos tão mal na fita com o Todo Poderoso, que precisamos fazer algo para amenizar a destruição quando sua fúria se abater sobre a Terra.

 

 

Pra não revelar muito e estragar a surpresa, vamos ao começo da história. Uma jovem sobrevivente de um ataque cardíaco fica obcecada com os mistérios que cercam o coração que salvou a sua vida. Sua curiosidade fica ainda mais aguçada quando o pai da falecida a procura, tentando uma aproximação. Por que?

 

 

Há muito mais que sentimentalismo nessa busca. Falar mais que isso seria estragar as surpresas do roteiro.

 

 

 

Chambers mistura esoterismo com pitadas de sobrenatural flertando com o satanismo. Em determinados momentos pode assustar, mas o que realmente instiga a curiosidade aqui é saber porque raios a protagonista sente o que sente desde o transplante.



 

 

As respostas, a contento, só vem mesmo no desfecho.

 

 

 

A GRANDE BATALHA

Muitos não gostaram da fotografia esfumaçada do tão aguardado capítulo da derradeira temporada de Game of Thrones, mas deixando essa questão, que para mim é menor, de lado, vimos um espetáculo e tanto.

 

 

A batalha poderia ser durante o dia, mas a agonia da escuridão foi mais um elemento para aumentar a tensão.

 

 

Chamou a atenção o protagonismo feminino, que já vem se mostrando uma qualidade interessante da série. Ao que tudo indica, a grande batalha se dará mesmo entre duas mulheres. De um lado Daenerys Targaryen e de outro a temida Cersei Lannister. Ou não. Se GoT fizer jus às surpresas das primeiras temporadas, nada de óbvio acontecerá nos próximos três episódios.

 

 

No entanto, como essa temporada (assim como a penúltima) não se baseia mais nos livros de George RR Martin, creio que algo bem mais previsível e convencional vem por aí. O passeio de dragão de Dani e Jon foi momento de epifania para muita gente.

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