Censo Escolar 2018 mostra que 11,6 mil estudam na rede pública em Canoinhas

CEI de Canoinhas/Divulgação

Segundo relatório do Tribunal de Contas do Estado, 1.096 crianças estão fora da escola em Canoinhas; Município contesta

 

 

Pelo menos 11.679 alunos estudam nas redes públicas estadual e municipal de ensino de Canoinhas. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2018, divulgados na semana passada pelo Ministério da Educação.


 

Os números mostram que pouco mais da metade desse contingente é atendido pela rede municipal (6.132 alunos), enquanto que na rede estadual estudam 5.547 alunos.

 

Analisando a divisão por etapa, é impressionante a dissonância entre ensino fundamental e médio. Enquanto 6.626 crianças estudam no ensino fundamental, esse número cai para 2.336 no Ensino Médio. Mesmo assim, os números são melhores que os de 2017, quando 1.959 estudavam nesta etapa. A evasão do Ensino Médio é preocupação antiga das autoridades, que estudam formas de tornar a etapa mais atraente ao aluno.

 

TOTAL DE ESTUDANTES NA REDE PÚBLICA DE CANOINHAS

 

2017INFANTILFUNDAMENTALMÉDIOEJA
Estadual03.3051.959319
Municipal2.2623.51600
TOTAL11.361

 

 

2018INFANTILFUNDAMENTALMÉDIOEJA
Estadual02.8802.336331
Municipal2.3723.746014
TOTAL11.679
Fonte: Censo Escolar 2017/18

 

 

FORA DA ESCOLA

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que há 1.096 crianças fora da escola em Canoinhas. O dado se baseia no Censo Escolar quando cruzado com o Censo de 2010. Ou seja, o TCE usa a estimativa populacional para prospectar quantas crianças deveriam estar na escola.

 

A diretora pedagógica da Secretaria de Educação de Canoinhas, Rosemari Schiessl dos Passos, explica que assim que alertados pelo TCE, o Município iniciou a busca ativa dessas supostas crianças. Uma força-tarefa entre técnicos da Saúde, Assistência Social, Educação e Conselho Tutelar passou a distribuir questionários e a estimular denúncias de crianças fora da escola. Houve poucos casos de crianças encontradas fora da escola, número bem longe dos 1.096 apontado pelo TCE. “Essas crianças não existem, nenhuma entidade consegue visualizar essas crianças”, afirma Rosemari, frisando que qualquer cidadão pode denunciar ao Conselho Tutelar se souber de alguma criança que esteja fora da escola. “Já que não temos condições de provar que elas não existem, temos de comprovar que estamos buscando essas crianças”, afirma Rosemari, lembrando que em 2020 haverá novo censo, o que poderá corrigir as eventuais distorções.

 

 

VISÃO GERAL

O percentual de matrículas em tempo integral em escolas públicas, ou seja, de estudantes que passam sete horas diárias na escola, participando de diversas atividades, caiu no ensino fundamental, de acordo com os dados do Censo Escolar de 2018. Já no ensino médio, o número cresceu.

 

 

De acordo com o Censo, o percentual de matrículas em tempo integral passou de 16,3% no ensino fundamental, nas escolas públicas, em 2017 para 10,9% em 2018. Esse percentual chegou a 19,4% em 2015. Nas escolas privadas, as matrículas tiveram um leve aumento, passando de 2,1% para 2,2% de 2017 para 2018.

 

 

No ensino médio, a situação foi oposta. O percentual de matrículas em tempo integral passou de 8,4% em 2017 para 10,3% em 2018, nas escolas públicas. Nas privadas, passou de 3,9% para 4% no mesmo período.



 

 

Os estudantes podem, nesse tempo, ter acesso a atividades culturais, esportivas, além de conteúdos de comunicação, saúde, entre outros.

 

 

No ensino fundamental, o programa federal Mais Educação oferece recursos financeiros para que as escolas implementem as atividades. Em 2017, foi reformulado e renomeado para Novo Mais Educação. As ações passaram a priorizar escolas em situação de vulnerabilidade.

 

 

No ensino médio, o tempo integral ganhou destaque com o novo ensino médio, aprovado em lei em 2017, que visa a aumentar esse atendimento. O Ministério da Educação (MEC) auxilia os estados por meio do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.

 

 

Ampliar a educação em tempo integral nas escolas é também uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), lei que estabelece parâmetros para melhorar a qualidade da educação brasileira. Uma das metas do PNE é oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica até 2024.

 

 

MENOS ESTUDANTES NO PAÍS

No ano de 2018, foram registradas 48,5 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de educação básica brasileiras. O número total apresenta uma redução em relação aos 48,6 milhões de estudantes registrados em 2017.

 

 

A maior parte dos estudantes está na rede pública, cerca de 39,5 milhões, 81,44% do total. Estão também, majoritariamente na área urbana (88,7%).

 

 

Apesar da redução do número geral de alunos, segundo o Censo, a quantidade de matrículas na educação infantil cresceu cerca de 2,8% em relação a 2017, atingindo 8,7 milhões em 2018. Esse crescimento foi decorrente principalmente do aumento das matrículas em creches (5,3%).

 

 

O número de matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) diminuiu 1,5% no último ano, chegando a 3,5 milhões em 2018. Já o número total de matrículas da educação profissional aumentou 3,9% em relação ao ano de 2017, chegando a 1,9 milhão de estudantes.

 

 

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