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Carnaval sem folia, mas com prevenção: cuidados com as Infecções Sexualmente Transmissíveis devem ser mantidos

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A prevenção combinada consiste no uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção para evitar as ISTs

 

 

Devido à pandemia do novo coronavírus, este ano, não haverá a tradicional festa de carnaval em Santa Catarina, com blocos de rua, desfile de escolas de samba, shows e demais eventos sociais. No entanto, isso não quer dizer que devemos relaxar com a nossa saúde e deixar os cuidados com as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) de lado.

 

 

 

 

A médica infectologista e gerente de vigilância das IST, HIV/AIDS e Hepatites Virais, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), Regina Valim, lembra que, não é porque não vai haver festa que vamos nos descuidar. “As Infecções Sexualmente Transmissíveis ainda são um grande problema de saúde pública, mas, com alguns cuidados, conseguimos nos proteger delas. Por isso, é fundamental usar preservativo em todas as relações sexuais, além de fazer o uso de outros métodos de proteção, a chamada prevenção combinada”, esclarece a médica.

 

 

 

 

 

 

PREVENÇÃO COMBINADA

A prevenção combinada consiste no uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção para evitar as ISTs e pode variar conforme as características de cada pessoa. Entre os métodos que podem ser combinados estão: a testagem, o tratamento, o uso de preservativos, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP).

 

 

  • Preservativos: a camisinha feminina ou masculina ainda é o método mais eficaz contra as IST, por esse motivo deve ser usada em todos os tipos de relação sexual. Os preservativos são distribuídos gratuitamente nos serviços de saúde de todo o estado e, além das IST, também podem evitar uma gravidez não planejada.

 

 

 

  • Testagem: os testes para IST devem ser realizados regularmente e sempre que houver uma situação de possível exposição, como uma relação sem uso de preservativo, por exemplo. Existem dois tipos de testes: os laboratoriais e os testes rápidos. Os testes rápidos são testes de fácil execução, ficam prontos em até 30 minutos e podem ser realizados, de graça, em unidades básicas de saúde. O diagnóstico precoce é essencial para dar início ao tratamento o quanto antes e controlar a transmissão.

 

 

  • PreP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV): é um método de prevenção que consiste na ingestão diária de um comprimido que impede que o vírus infecte o organismo, antes mesmo da pessoa ter contato com o vírus. É indicado para pessoas tenham mais chance de entrar em contato com o HIV.

 

 

  • PEP (Profilaxia Pós-Exposição ou PEP): medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV que consiste no uso de medicamentos, após uma possível exposição ao vírus, para reduzir o risco de infecção. Deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente, nas primeiras duas horas após a exposição e no máximo em até 72 horas. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada pela equipe de saúde.

 

 

  • Tratamento: a infecção pelo HIV não tem cura, mas pode ser controlada com a ingestão de medicamentos antirretrovirais, o chamado coquetel. Os medicamentos são distribuídos gratuitamente pelo SUS. Outras infecções como a sífilis, por exemplo, tem cura se o tratamento for realizado adequadamente.

 

 

Todas as medidas citadas acima são de extrema importância e devem ser utilizadas o tempo todo, não somente na época de festas, afirma o diretor da DIVE/SC, João Augusto Brancher Fuck. “Aproveitamos a data para reforçar esses cuidados, tendo em vista a importância da prevenção e tratamento. No entanto, o uso da camisinha e a utilização de outros métodos de proteção precisam ser constantes”, finaliza.