Candidata a vereadora de Canoinhas é vítima de misoginia


A candidata Stela Maris/Divulgação

A locutora Stela Maris teve imagens de uma mulher nua vinculadas a ela em grupos de WhatsApp

 

 

 

 

MISOGINIA

A candidata a vereadora pelo Progressistas de Canoinhas, a locutora Stela Maris Arbigaus, foi vítima de misoginia em grupos de WhatsApp. Uma pessoa ainda não identificada fez montagens com imagens postadas pela locutora em suas redes sociais e as de uma mulher nua, com rosto semelhante ao de Stela. As fotos/montagens foram amplamente divulgadas em grupos de WhatsApp. Parte desses grupos foram identificados pela própria vítima porque integrantes dos grupos “printaram” a tela e mandaram para ela. “A dimensão deve ter sido muito maior”, acredita Stela.

 

 

 

As postagens vinham acompanhadas de comentários como “Vou transferir meu título para Canoinhas” e “Aí sim”, demonstrando aprovação da candidata unicamente por seu corpo.

 

 

 

Misoginia é a base psicológica dos comportamentos masculinos nocivos em relação às mulheres. Oriunda da união entre os termos gregos “miseo” e “gyne”, cujos significados são respectivamente ódio e mulheres, a palavra misoginia é usada para definir sentimentos de aversão, repulsa ou desprezo pelas mulheres e valores femininos. “Na minha visão, tentaram me diminuir como candidata tentando demonstrar que as únicas qualidades que tenho se restringiriam ao meu corpo”, interpreta Stela.

 

 

 

 

A misoginia é um sentimento de aversão patológico pelo feminino, que se traduz em uma prática comportamental machista, cujas opiniões e atitudes visam o estabelecimento e a manutenção das desigualdades e da hierarquia entre os gêneros, corroborando a crença de superioridade do poder e da figura masculina pregada pelo machismo. “É como se eu por ser mulher não pudesse ser candidata a vereadora porque só o meu corpo tem valor, é horrível”, diz Stela, que registrou um boletim de ocorrência e tenta com ajuda de pessoas que compartilharam as imagens com ela descobrir a origem das postagens.

 

 

 

 

No mesmo dia em que as imagens foram divulgadas nos grupos de WhatsApp, uma postagem em um grupo no Facebook feita por um perfil falso sugeria que Stela estaria fornecendo bebida alcoólica a sua filha de 15 anos. Stela nega a acusação. Ela acredita que a mesma pessoa que fez a postagem compartilhou as imagens manipuladas em grupos de WhatsApp. Ela vai tentar, agora, via judicial, o rastreamento do IP, uma espécie de identidade do dispositivo que publicou a postagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CHEGOU A HORA

O mundo todo sofre com a propagação de fake news, difamação e injúrias pelas redes sociais, situação que se amplifica em períodos eleitorais. Como combater esse mal moderno é um dilema.

 

 

 

 

Restringindo-nos a Canoinhas, isso se torna um pouco mais fácil. Pergunte a qualquer canoinhense e muitos saberão dizer onde se encontra gente falando mal e denegrindo a imagem dos outros. O grupo de Facebook Reclame e Elogie Canoinhas é administrado por um perfil falso e tem, arrisco dizer, mais da metade de seus integrantes com perfis falsos. Por que a Justiça deixa esse perfil no ar? Alerta: o grupo já deu cria. A postagem sobre Stela foi publicada em outro grupo. Aposto uma viagem só de ida para a Síria que em poucos dias esse e outros grupos semelhantes serão usados para uma guerra entre candidatos para ver qual perfil falso consegue denegrir mais a imagem do outro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEM DESCULPA

Logo se levantam os defensores da liberdade de expressão. Eu mesmo me identifico como tal. Porém, liberdade de expressão tem de vir acompanhada de responsabilidade. O JMais, por exemplo, que tem responsável e endereço, se publicar algo que ofenda alguém sofrerá um processo que resultará possivelmente em indenização. Mas como processar perfis fakes carregados de más intenções? A mesma Justiça que condena a imprensa séria deveria se debruçar sobre esse problema que, repito, em Canoinhas tem fácil solução.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TROCA-TROCA

Dois em cada três candidatos que disputaram a eleição de 2016 mudaram de partido para o pleito deste ano. Levantamento feito pelo jornal O Globo com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, dos 164.777 nomes que concorreram há quatro anos e voltarão às urnas em novembro, 110.200 farão a nova tentativa por outra sigla.

 

 

 

Os dados mostram que a movimentação foi mais intensa entre os candidatos a vereador: houve 102.428 mudanças, o que equivale a 92% do total. O restante engloba os candidatos a prefeito e vice.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ISOLADO

Outro integrante do governo Beto Passos está em isolamento com suspeita de covid-19.  O secretário de Desenvolvimento Econômico Marcos Thiago deve ficar de molho pelos próximos 14 dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DRIVE IN, EDUCAÇÃO E COVID

A candidata a prefeita de Canoinhas, Norma Pereira (PSDB), marcou um drive in de abertura da campanha para este sábado, 3, às 16 horas, na Vila Fuck. A ideia, claro, é evitar o contato entre as pessoas por causa da pandemia.

 

 

 

 

Ivan Krauss (PRTB) fez postagem falando sobre educação com sua candidata a vice, Professora Patricia. Eles prometem que os diretores de escola poderão escolher o secretário de Educação. Em outro vídeo falam sobre a capacidade econômica do Município, prometendo uma auditoria na prefeitura e reavaliação dos cargos comissionados.

 

 

 

 

 

Já Beto Passos (PSD) fez uma postagem falando sobre o fato de sua esposa estar com covid-19. “Eu estou com dor cabeça e alguns sintomas sugestivos para o novo coronavírus e, por isso, estou respeitando os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e seguidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Canoinhas. Seguindo também os protocolos sanitários farei o exame. Somente após o resultado do exame, os profissionais de saúde vão avaliar se o meu retorno ao convívio social estará seguro para contatos presencialmente.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POLICIAIS

O Plenário da Assembleia Legislativa votará na próxima terça-feira, 7, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 18/2020, de autoria do Poder Executivo, que trata da incorporação ao salário dos policiais civis da Indenização por Regime Especial de Serviço Ativo (Iresa). Havia a expectativa que a matéria fosse votada nesta quarta, 30, mas não houve consenso entre as bancadas para a inclusão da proposta na Ordem do Dia.

 

 

 

O PLC 18/2020 visa regularizar a remuneração dos integrantes das carreiras pertencentes às instituições que constituem a Secretaria de Estado da Segurança Pública, e instituir o Regime Remuneratório Especial dos Militares Estaduais. Entre as principais medidas contidas no texto de 16 artigos, está a incorporação da Indenização por Regime Especial de Serviço Ativo (Iresa), considerada inconstitucional em recente julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). No atual modelo, a Iresa corresponde a 19,25% do salário dos policiais civis.





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