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Caminhoneiros planejam fechar BR-280, em Canoinhas, em protesto pelo voto impresso e impeachment do STF

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Ato está marcado para a próxima terça-feira, 7

As manifestações nacionais em favor do presidente Jair Bolsonaro terão reflexo também em Canoinhas e região. É o que promete o presidente da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), Francisco Burgardt, em entrevista ao programa Fala Cidade, da 98FM, nesta terça-feira, 31.

A UBC é uma das tantas associações que representam a categoria dos caminhoneiros e que teve protagonismo em 2018 durante a paralisação total das rodovias por dez dias. Foi Burgardt, mais conhecido como Chicão, quem organizou as paralisações naquele ano em Canoinhas.

Ele conta que a partir das 7 horas de terça-feira, 7, serão fechadas as três entradas de Canoinhas pela BR-280 – trevo da CIA, da Fiat e do Parque de Exposições Ouro Verde. “Haverá liberação de veículos pequenos, viaturas oficiais, com material hospitalar, pessoas doentes e com carga viva”, explica. Uma carreata está marcada para às 9 horas.

No dia 8 os caminhoneiros permanecem paralisados. Será o dia em que Chicão e outros três membros de associações de caminhoneiros entregarão uma moção ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, dando o prazo de 72 horas para ele colocar em votação projeto de lei de 2018 que institui o voto impresso já a partir das próximas eleições. No dia 11 se esgotam as 72 horas, mas somente na segunda, 13, todas as rodovias serão interditadas, segundo ele, se não haver providência por parte de Pacheco. “O direito de ir e vir será garantido, mas se estiver de carro, de moto, não vai passar”, garante. “Só vamos sair de Brasília com a garantia na mão. Se o Senado dizer não, vamos permanecer parados, pelo tempo que for necessário”, segue.

Outro pleito dos caminhoneiros, segundo Burgardt, é o impeachment dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Estão prendendo gente de bem sem o devido processo e soltando pessoas com condenação em segunda instância. Isso tem de parar”, justifica, afirmando que no caso de os 11 ministros serem destituídos, caberia a Bolsonaro indicar os 11 novos nomes. “Não estamos indo a Brasília para pedir nada, estamos indo para dar uma ordem ao senhor Rodrigo Pacheco. Vocês de Canoinhas vão se surpreender com o tamanho disso tudo. Nunca tivemos algo parecido, nem em 1964”, afirma.

Questionado sobre os preços dos combustíveis, pauta que motivou as manifestações de 2018, Burgardt deixa claro que essa não é a pauta. Segundo ele, a culpa pela alta dos combustíveis está no ICMS, imposto estadual.


PROVIDÊNCIAS

Questionado sobre as declarações dadas por Burgardt, o tenente coronel Silvano Sasinski, comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, disse que “estamos monitorando todas as informações e manifestações em nossa área. A nossa missão será a de garantir a livre manifestação pacífica e intervir em caso de quebra da ordem ou se houver decisão judicial.”