Câmara de Canoinhas retorna nesta segunda em clima de ressaca

Sessão extraordinária aprovou R$ 1,5 milhão para Hospital Santa Cruz/Sérgio Teixeira/Divulgação

Brigas no final do ano por causa da votação da Cosip devem afetar andamento do ano legislativo

 

VOLTA AO TRABALHO

Com duas sessões extraordinárias no período de recesso (uma delas bem tumultuada, realizada em dezembro e que resultou na polêmica aprovação do aumento da Cosip), a Câmara de Canoinhas volta para valer nesta segunda-feira, 4, bem menos harmoniosa que nos dois primeiros anos de mandato.

 


 

Recapitulando o que aconteceu na fatídica sessão de dezembro, a tensão entre os vereadores de oposição Paulinho Basilio (MDB) e Camila Lima (MDB) com o governo Beto Passos (PSD) chegou ao limite. Paulinho deixou evidente seu descontentamento por ter sido deixado de lado na discussão sobre a Cosip. Camila foi além e ofendeu o líder do governo, Wilmar Sudoski (PSD) que, por sua vez, não deixou barato e devolveu na mesma moeda. Paulinho chegou a falar grosso com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Machado, que estava na plateia.

 

 

Só por aí já dá pra prever o clima de guerra (que imagino, será fria) entre opositores e governo.

 

 

Dentro da própria oposição há uma fissura com a presença de Telma Bley (MDB) na reunião para discutir a Cosip. Ao contrário dos demais opositores, Telma votou a favor do projeto e chegou a ser sondada para compor com Passos na busca pela reeleição.

 

 

Entre os governistas, há descontentes. É o caso do cel Mario Erzinger (PR), que votou a contragosto pela aprovação do aumento da Cosip, levando em consideração sua fidelidade partidária. Com a repercussão negativa da votação tem avaliado se vale a pena compartilhar dos dissabores do governo.

 

 

A Câmara volta a ser presidida por Célio Galeski (PR), outro governista descontente. Sua eleição também faz parte do acordo para apoiar o governo, mas agora que ele conseguiu o que queria, o que o obriga a manter fidelidade ao governo?

 

 

A pauta deste ano não deve ter nada polêmico que seja previsível. O que será interessante de acompanhar será até que ponto Beto Passos vai manter maioria no Legislativo.

 

 

 



SEM VOTAÇÃO

Não haverá votação de projetos de lei nesta primeira sessão ordinária do ano da Câmara de Canoinhas. Apenas leituras de ofício. Tradicionalmente o prefeito participa da primeira sessão do ano.

 

 

 

QUEM QUESTIONOU?

A manifestação do Ministério Público sobre o repasse do Município ao Hospital Santa Cruz de Canoinhas se deu após questionamento feito por alguém da comunidade. Só não se sabe quem. Há quem jure que o endereço do emissário está bem próximo do paço municipal.

 

 

 

HOMENS DAS CAVERNAS

As manifestações nas redes sociais sobre a roupa usada pela deputada estadual Paulinha (PDT) na posse mostram que os homens das cavernas ainda existem e estão no Facebook, no Twitter e até no Instagram. Disfarçados de neandertais, eles até que conseguem, de vez em quando, passarem por seres que atingiram o básico da racionalidade.

 

 

 

“Mulheres se vestem de todas as maneiras”

Da deputada Paulinha, afirmando que vai processar quem associou sua roupa à prostituição, para ficar no termo mais leve usado por gente como um subtenente da Polícia Militar

 

 

MUNICÍPIOS PRECÁRIOS

Adircélio Ferreira Junior é o primeiro técnico de carreira a presidir o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele toma posse hoje com um discurso bem menos político do que se viu por parte dos últimos presidentes, todos ex-deputados que ganhavam o cargo de conselheiro como consolo. Em entrevista ao Diário Catarinense, Jr disse que o TCE precisa encarar  a situação dos Municípios catarinenses que mal conseguem se sustentar e que dependem de recursos federais e estaduais para pagar salários do funcionalismo. “A Assembleia decidirá sobre municípios inviáveis em SC”, disse.

 

 

Se depender da atual Assembleia, pode ser, porque as composições anteriores só fizeram aumentar o número de Municípios no Estado, a despeito de qualquer precariedade.

 

 

 

SEM PAPEL

A Secretaria de Estado da Administração começou o processo para digitalizar todo o processo de trâmite de documentos, reduzindo ao máximo o uso de papel. Até abril o processo deve ser finalizado, resultando em economia de R$ 26 milhões por ano.

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