Bohemian Rhapsody mereceu o Globo de Ouro de melhor filme?

Cena de Bohemian Rhapsody/Divulgação

Análise marca estreia da coluna #ficaadica

 

 

Pois bem, estreamos a coluna logo com uma polêmica. Afinal, Bohemian Rhapsody mereceu o Globo de Ouro de melhor filme dramático, entregue no domingo passado?


Primeiro é bom lembrar que Canoinhas teve o privilégio de ver o filme na tela grande por genial decisão dos programadores do CineMax Canoinhas. A estreia não deu público, acreditem, mas depois o filme bombou por causa do boca a boca. Muita gente não entendia a relação entre o título do filme e a banda Queen. Feita a relação, a multidão de fãs da banda inglesa foi em caravana ao cinema.

 

 

Feita essa ressalva, gostamos do filme, achamos que foi feito sob medida para os fãs da banda, senão o que é aquele magistral final com a reprodução fidelíssima da participação da banda no Live Aid? Agora, melhor filme dramático é forçar a barra. Nosso voto iria para Nasce uma Estrela, que infelizmente não passou no CineMax Canoinhas. Roteiro cativante, interpretações marcantes e uma história que fica dias a fio nos acompanhando nos pensamentos. O curioso é que no caso dos dois filmes, se ambos forem para a disputa pelo Oscar, teremos cinemão bem popular concorrendo ao prêmio que, a exemplo do Globo de Ouro, é tido como “da crítica” que, via de regra, discorda do povão.

 

Vai ser ainda mais comercial a próxima cerimônia do Oscar (o Globo de Ouro é considerado uma prévia) se Pantera Negra figurar entre os indicados.

 

 

OUTRAS CATEGORIAS

Precisamos fazer uma ressalva para o talento de Gleen Close, premiação merecidíssma como melhor atriz dramática por A Esposa. Lady Gaga (Nasce uma Estrela) merece, mas dada a carreira de Gleen, sempre preterida nas premiações, foi para lavar a alma. Rami Malek (Bohemian Rhapsody) é ótimo, mas é difícil ver a interpretação por trás de tantas perucas e próteses para fazê-lo ficar parecido com Freddy Mercury. Como sabem, ele foi escolhido melhor ator de drama.



 

Não vimos Green Book: O Guia, premiado como melhor comédia, mas pelo que a crítica tem dito do filme, o Globo de Ouro acertou na escolha. Olivia Colman, escolhida como melhor atriz de comédia por A favorita, é outra boa escolha. Como uma rainha moribunda dividida entre os mimos de duas secretárias ela dá show de interpretação. Já Christian Bale (Vice), escolhido melhor ator de comédia, é mais um caso de interpretação afetada pela maquiagem. O ator, ressalve-se, é excepcional.

 

 

TV

A TV ganhou o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Isso mesmo, Roma, da Netflix, recebeu não só o prêmio de filme estrangeiro como também o de melhor diretor para Alfonso Cuarón. Isso aponta uma tendência: cada vez mais vamos ver filmes direto na TV e menos no cinema. Serviços de streaming como Netflix e Amazon prometem uma guerra comercial para ver quem oferece melhor conteúdo e isso inclui atrair grandes diretores para fazer filmes exclusivos para as plataformas. Roma é só um exemplo. O filme é lindo, fotografado em um magistral preto e branco.

 

Ainda falando da categoria TV, tem muita coisa nova que foi premiada como Killing Ove, O Método Kominski e The Marvelous Mrs. Maisel, ao passo que o último ano de The Americans foi coroado com o prêmio de melhor série dramática. Vamos comentar sobre essas séries nas próximas postagens. A coluna tá só estreando!

 

 

 

 

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