Bebê transferida de Canoinhas para Joinville pelo Samu tem bronquiolite

Hospital Materno Infantil de Joinville/Divulgação

Diagnóstico foi confirmado pelo Hospital Materno Infantil; menina de nove meses já recebeu alta

 

 

O diagnóstico do Hospital Materno Infantil de Joinville para o caso da bebê de nove meses que foi transferida do Pronto Atendimento (PA) de Canoinhas depois de uma discussão entre médicos e enfermeiros do PA e do Serviço Móvel de Urgência (Samu) está com uma infecção provocada geralmente por virose, chamada de bronquiolite, com possível pneumonia associada em fase inicial. A criança ficou cinco horas no Materno Infantil, passou por exames de raio-X e de laboratório. A médica pediatra que atendeu a menina recomendou reavaliação médica em Canoinhas em 48 horas. Se o quadro evoluir, será necessário internamento.


 

 

A informação foi confirmada pela família da criança.

 

 

Médico pediatra ouvido pela reportagem explicou que a bronquiolite é uma infecção dos bronquíolos dos bebês causada por vírus, um caso de moderada a séria gravidade.  Ele confirmou que o caso pode evoluir para pneumonia.



 

 

Esse quadro, contudo, poderia ter sido confirmado por um pediatra, mas como o Pronto Atendimento e o Hospital Santa Cruz estão sem pediatra de sobreaviso, houve a necessidade de transferência. Na terça-feira, 30, acontecerá o processo licitatório para contratação de médico pediatra em regime de plantão para antender no Pronto Atendimento e no Hospital Santa Cruz.

 

 

 

“DIAGNÓSTICO CORRETO”

Para o médico da equipe do Samu que participou da ocorrência, o diagnóstico do Hospital Materno Infantil bate com o feito por ele. No registro da ocorrência, o coordenador médico da Mesorregião Norte e Nordeste do Samu, Rafael Luiz Martins, defende a postura do médico. “Como podemos evidenciar a avaliação do colega da USA04 foi coerente. Todas as condutas do médico regulador foram coerentes desde o atendimento inicial. Penso que esta criança poderia ter sido manejada na cidade de origem e mantida em observação. Poderia ainda ter sido encaminhada pela manhã do mesmo dia sem necessidade de exposição a criança e familiares em um deslocamento com esta distância durante a madrugada. Utilizamos de certa forma recurso sem indicação deixando a região sem
cobertura durante a transferência”, afirma.

 

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