Bangkok Love Stories: Inocência é tão ruim que chega a ser divertida

Série tailandesa da Netflix serve como curiosidade sobre o que se faz do outro lado do mundo

 

INOCÊNCIA

Qual a chance de você assistir a uma série tailandesa falada em idioma original com excelente qualidade de som e imagem? Se essa pergunta fosse feita dez anos atrás, a resposta seria uma gargalhada. Na melhor das hipóteses você encontraria a série na internet para baixar em péssima qualidade. Se quisesse legendar, que se virasse.


 

 

 

É por essas e outras que a Netflix é o deleite daqueles que amam produções diferentes. E se você procura algo diferente a dica é Bangkok Love Stories: Inocência. Trata-se de uma série dentro de um programa que entretém os tailandeses com histórias de amor. Faz o maior sucesso por lá.

 

 

 

O primeiro a se falar de Inocência é que quem aprecia a beleza asiática vai se deleitar. Tanto as mulheres como os homens foram escolhidos a dedo para encantar o público. Suas peles alvas como um tecido raro são para qualquer pessoa que sofre com um cravo ou uma espinha morrer de inveja. Vivendo sofridas histórias de amor, eles convencem pelo visual agradável, o que contrasta com a absoluta falta de talento da maioria do elenco.

 

 

 

 

Com muchochos e falas sofridas, os personagens transitam por uma vibrante Hong Kong. As noitadas nas boates e barzinhos, comendo o peculiar som tam, três casais se cruzam e começam intensos romances. 

 

 

 

O primeiro casal vive o dilema da diferença de idade. Claudia é dona de um restaurante, JC é um jovem meio abobalhado que pratica Parkour. 



 

 

 

O segundo casal na verdade é um trisal. Danny se apaixonou por uma prostituta, pela qual criou obsessão. Na casa de massagem, ele conhece Eve, que não é prostituta, mas se passa pelo papel para fisgar Danny. Dá certo, até o amor anterior reaparecer.

 

 

 

 

O terceiro casal é gay, com uma história cheia de mal-entendidos. Keaton e Simon eram amigos de escola, o destino os separou, mas voltou a uni-los anos depois. Mágoas do passado e problemas de aceitação complicam o reencontro.

 

 

 

 

As histórias se desenrolam em um clima de muito alto-astral, tendo como pano de fundo costumes e alegorias da cultura tailandesa, o que acho o mais atrativo da série.

 

 

 

 

A fragilidade do roteiro e as interpretações precárias podem desanimar alguns, mas no meu caso achei divertido. Vale sobretudo pela experiência de ver algo diferente de tudo que conhecemos da TV ocidental. 

 




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