Ameaça de paralisação de serviços será discutida com chefes dos poderes

Fernando da Silva Comin, procurador-geral de Justiça de SC/MPSC

Primeiro encontro com a Câmara Permanente de Prevenção e Resolução de Conflitos do MPSC será nesta quinta-feira, 2

 

 

O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Fernando da Silva Comin, atendendo à solicitação da 33ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, elencou a saúde como primeira demanda a ser tratada pela Câmara Permanente de Prevenção e Resolução de Conflitos, instituída na quinta-feira, 25. Fundamentada no diálogo interinstitucional, a Câmara tem como objetivo buscar a solução consensual para demandas de grande repercussão e interesse público relevante. O primeiro encontro está agendado para a próxima quinta-feira, 2, e contará com a participação dos chefes dos poderes.


 

 

A 33ª Promotoria de Justiça solicitou o apoio da Câmara após instaurar inquérito civil para apurar a ameaça de fornecedores de insumos hospitalares de interromperem o abastecimento em função dos pagamentos em atraso de débitos relativos a 2017 e 2018, que somam cerca de R$ 334 milhões. Caso a situação não seja resolvida e a ameaça seja concretizada, a estimativa da Secretaria da Saúde é de que em nove dias os centros cirúrgicos de todo o Estado tenham que paralisar as atividades e em 14 dias também as UTIs tenham os serviços comprometidos.

 

 

O promotor de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng, titular da 33ª Promotoria de Justiça da Capital, solicitou o auxílio da Câmara Permanente de Prevenção e Resolução de Conflitos na solução do litígio. O atendimento à solicitação foi deferido pelo procurador-geral de Justiça, que preside a Câmara, em reunião realizada na segunda-feira, 29.

 

 



“Sabemos que este problema não foi causado pelos poderes, tampouco pelo atual governo. Decorre de uma histórica má gestão na pasta da saúde. Mais do que apurar responsabilidades, a situação exige uma união de esforços e colaboração de todos os agentes que compõem o Estado”, manifestou o procurador-geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, durante a reunião.

 

 

Além de Fernando da Silva Comin e do promotor de Justiça que trouxe a demanda, a Câmara é composta pelo subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Alexandre Estefani, e pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor do MPSC, promotor de Justiça Douglas Roberto Martins.

 

 

Diante da repercussão e da sensibilidade do tema, a Procuradoria-Geral de Justiça convidou o governador do Estado e os presidentes da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas de Santa Catarina para participarem de reunião sobre o assunto, que será realizada no dia 2 de maio, às 14h, no gabinete do procurador-geral de Justiça. “Somente com o envolvimento dos poderes será possível solucionar este problema, que atinge toda a sociedade catarinense”, enfatizou o PGJ.

 

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

 

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