Agosto dourado: mês de incentivo à amamentação


OMS visa atingir até 2025 pelo menos 50% de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida

 

Patrícia Guebert*

 

 

O leite materno proporciona todos os nutrientes, anticorpos e líquidos que o bebê necessita até o 6º mês de vida. Além do mais, traz inúmeros benefícios para a mãe que amamenta. Tamanha importância do aleitamento materno é colocada em evidência no mês de agosto.

 

 

 

Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre fevereiro de 2019 e março de 2020 registrou que apenas 45,7% dos bebês foram exclusivamente amamentados até o 6º mês de vida. Apesar do baixo índice, o Brasil registrou pequeno aumento nesse número já que, em 2006, esse percentual era de 37%.

 

 

 

A Organização Mundial da Saúde traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo
menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida.

 

 

 

 

Destacar a importância do aleitamento materno é tão necessário que até uma lei federal foi sancionada em 2017 para definição do mês atual como “Agosto Dourado”. Trata-se de uma alusão ao Dia Mundial da Amamentação, comemorado em 1º de agosto, e à SMAM (Semana Mundial do Aleitamento Materno), que foi de 1 a 7 de agosto.

 

 

 

Para fazer referência a este mês, a cor dourada foi escolhida. Isso porque, o leite materno é considerado o alimento mais rico, um alimento de qualidade ouro para bebês e crianças e o objetivo da campanha é, portanto, viabilizar ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

 

 

 

O tema da SMAM em 2020 é “Apoie o Aleitamento materno por um planeta mais
saudável”.

 

 

 

 

O leite materno é o melhor alimento que o bebê pode ter. É de fácil digestão, promove crescimento e desenvolvimento, protege contra infecções, diminui o risco de alergias, melhora o desenvolvimento da cavidade bucal e reduz o risco de obesidade, hipertensão e diabetes. Além de tantos benefícios para o bebê, protege a mãe do câncer de mama, ovário e endométrio, auxilia na perda de peso e promove o vínculo afetivo entre mãe e filho.

 

 

 

 

Vale lembrar, que o apoio para mamães que não conseguem amamentar também é
importante. Respeitar as suas dificuldades e individualidades é necessário por parte da família e também da sociedade. Além do mais, procurar por ajuda de profissionais especializados é uma ótima opção para trazer mais conforto e segurança para a mãe o bebê.

 

 

 

 

AMAMENTAÇÃO EM TEMPOS DE COVID-19
Segundo a Fioruz (Fundação Oswaldo Cruz), mulheres com suspeita ou diagnóstico de
COVID-19 podem manter o aleitamento materno, desde que aumentem as medidas preventivas recomendadas, como lavar as mãos e antebraços antes de tocar no bebê na hora da mamada e usar máscara facial durante a amamentação. Se for fazer a extração do leite, é importante higienizar adequadamente a bomba e os recipientes.

 

 

 

Embora ainda não existam estudos que confirmem se há ou não transmissão do novo coronavírus por meio do leite materno, os benefícios da amamentação superam quaisquer riscos potenciais de transmissão do vírus.

 

 

 

Amamentar é respeito, amor, um momento único e garantido por lei.

 

 

 

*Patrícia Guebert é nutricionista
CRN 8 12583/0147S





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