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Acusado de matar pai e irmã em disputa por herança, réu enfrentará júri no Norte de SC

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Conforme denúncia do promotor de justiça, o crime foi cometido por motivo torpe, relacionado ao destino dos bens do pai

 

 

O Tribunal do Júri da comarca de São Bento do Sul abre a agenda deste ano no próximo dia 26 de fevereiro, com o julgamento de um réu acusado por um duplo homicídio, ocorrido em setembro de 2018, no bairro Brasília. Esta primeira sessão inicia às 9 horas, no salão do júri do fórum, e será presidida pela juíza Giovana Maria Caron Bosio Machado. Os trabalhos vão ocorrer de forma semipresencial. Em razão do estado de pandemia, magistrada, promotor de justiça, réu e advogados participarão por videoconferência. No local, apenas os jurados e servidores da 3ª Vara, todos com respeito as regras de distanciamento social e as precauções para evitar a disseminação do novo coronavírus.

 

 

 

Segundo a denúncia do Ministério Público, com o uso de uma arma de fogo, o réu matou seu pai e sua irmã, de apenas 19 anos de idade. Ele teria ido ao escritório onde estavam as duas vítimas, parou junto à porta e teria iniciado uma conversa com as vítimas. Poucos segundos depois, o homem sacou uma arma de fogo e efetuou o primeiro disparo contra seu pai.

 

 

 

Consta nos autos que o homem, mesmo gravemente ferido, saiu do recinto e tentou conter o filho. Sem munição na arma, o acusado afastou-se para recarregá-la e foi seguido pela vítima. Logo após, em virtude dos ferimentos anteriormente sofridos, o pai caiu ao chão, impossibilitado de se defender. Aproveitando-se dessa situação, o réu terminou de recarregar sua arma e efetuou mais um disparo na cabeça de seu pai.

 

 

 

Ao retornar ao escritório e constatar que sua irmã havia trancado a porta e telefonava para a Polícia Militar, efetuou um disparo contra a porta. Como não conseguia entrar no escritório, o réu foi até a janela lateral e, por entre ela, efetuou outros disparos contra a irmã, que atingiram seu braço e cabeça. As lesões provocadas pelos disparos efetuados pelo denunciado foram causas eficientes da morte de seu pai e irmã.

 

 

 

Conforme denúncia do promotor de justiça Djônata Winter, o crime foi cometido por motivo torpe, relacionado ao destino dos bens do pai. Conforme informações do processo, o réu não aceitava o reconhecimento da filiação da moça, realizado poucos anos antes, bem como suas consequências quanto ao destino dos bens acumulados por seu pai. O réu está preso na Penitenciária Regional de Itajaí.