Acusado de matar empresário e chacreiro está sendo julgado


Jovem de 22 anos confessou ter matado Massaneiro e o chacreiro/Divulgação/DIC Canoinhas

Ariel Roesler foi preso depois de longa investigação

 

 

Está sendo julgado nesta sexta-feira, 16, a portas fechadas por causa da pandemia, no Fórum de Canoinhas, Ariel Roesler, de 23 anos, acusado de matar em março do ano passado o empresário do setor de implementos agrícolas Antonio Machado Massaneiro, 66 anos, e seu caseiro, José Alcir Alves Cardoso de Oliveira, 32 anos. Eles foram assassinados a tiros na madrugada de 14 de março de 2019, na chácara de Massaneiro na localidade de Salto d’ Água Verde, interior de Canoinhas.

 

 

 

 

Segundo o delegado coordenador da Divisão de Investigação Criminal (DIC), Marlon Bosse, 46 depoimentos foram colhidos ao longo do processo que levou à prisão do rapaz, o que prova a complexidade da investigação. Como medida final para se aproximar do rapaz, Bosse chegou a divulgar informação de que o inquérito havia sido arquivado, uma estratégia para fazer com que o acusado acreditasse estar livre.

 

 

 

Dessa forma, a investigação avançou ao ponto de o delegado conseguir um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito. Na casa dele os policiais encontraram sete armas, seis pertencentes ao acusado e uma ao pai dele. Ao ser preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, o acusado confessou os assassinatos.

 

 

 

Ele contou que matou o chacreiro e seu patrão como forma de vingar a família, já que em uma disputa por terras que teria ocorrido há mais de dez anos a sua família, que é vizinha da chácara de Massaneiro, se sentiu injustiçada.

 

 

 

 

Para matar os dois, ele armou uma emboscada. Atrás de uma árvore matou, primeiro, Oliveira, perto das 15h30. Depois, esperou até as 18 horas, quando Massaneiro chegou no local. Ele disse que esperou o empresário descer da caminhonete que dirigia e disparou sete tiros com um rifle. O chacreiro foi morto com dois tiros como “queima de arquivo”, linguagem policial que se refere a tentativa de eliminar possíveis testemunhas. Ariel disse que não tinha nada contra Oliveira.

 

 

 

 

Além de confessar o crime, segundo Bosse, Ariel disse que planejou os assassinatos por 30 dias, chegando a quase executá-lo um dia antes, afirmando que por causa da chuva acabou optando pelo dia seguinte.

 

 

 

 

VIDRO QUEBRADO

Um dos enigmas do caso era o vidro quebrado da caminhonete de Massaneiro, com manchas de sangue, muito embora o corpo do empresário estivesse metros distante do veículo.

 

 

Segundo Ariel contou à Polícia, foi ele quem quebrou o vidro da caminhonete com o objetivo de buscar um revólver que pertenceria a Massaneiro. Dentro da caminhonete, no entanto, nada encontrou.

 





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