Vereadores apreciam projeto que inclui História local no currículo escolar

Caboclos do contestado logo após a missa/Arquivo

Vereador autor do projeto, Mario Erzinger (PR) cita a Guerra do Contestado como tema pouco lembrado nas escolas

 

 

De autoria do vereador Coronel Mario Erzinger (PR), vai à votação nesta segunda-feira, 25, em primeiro turno, na Câmara de Vereadores de Canoinhas, projeto de lei que mexe com o currículo escolar da rede pública municipal de Canoinhas. O projeto abre espaço para o ensino da história local nas escolas da rede pública municipal, dentro do contexto regional, abrangendo não só a história local, mas também as relações socioeconômicas e culturais e a história do Contestado.


 

 

Conforme justifica Erzinger, “o estudo do contexto histórico regional tem sido tema cada vez mais recorrente na elaboração das grades curriculares de ensino em diversos municípios. Tanto que não são poucos os municípios que incluíram História local ou regional como tópico obrigatório na grade curricular não só de História como de outras disciplinas”.

 



 

O vereador cita o artigo 26 da Lei de Diretrizes  de Base da Educação Nacional que estabelece que os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.

 

 

Erzinger cita como exemplo a Guerra do Contestado, um dos maiores conflitos armados que ceifou pelo menos 10 mil vidas na região de Canoinhas no início do século passado. “Foi um evento marcante dentro do contexto sociopolítico regional para Canoinhas. Acredito que sua inclusão na grade curricular é quase uma obrigação se buscarmos valorizar a identidade regional em Canoinhas”, diz o vereador autor, que lembra de outros tópicos de desenvolvimento regional que precisam ser trabalhados em sala de aula. “Temas e tópicos que ajudariam os alunos a entender e refletir sobre nossas condições socioeconômicas”, conclui.

 

 

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