Governador de SC afirma que deve ter dificuldades em pagar folha no 2º semestre

Marco Santiago /Divulgação

Em entrevista ao jornal Diário Catarinense, Carlos Moisés da Silva disse que seu governo está “pagando contas do passado”

 

 

Em entrevista concedida ao jornal Diário Catarinense, publicada nesta quarta-feira, 27, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) reconheceu que pode faltar recursos para pagar a folha dos servidores públicos estaduais na metade deste ano. “Na nossa projeção, em junho/julho teremos dificuldades de honrar o pagamento integral dos servidores se a situação financeira do Estado não melhorar. Precisamos cortar custos; estamos enxugando despesas, racionalizando o que for possível, cortar excessos, e desperdícios. Já sabíamos que o Estado estava nessa condição. Temos de enfrentar a situação”, disse.


 

 

A declaração provocou repercussão entre os servidores e na Assembleia Legislativa. O presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD) se disse preocupado em entrevista ao programa Bom Dia Santa Catarina na manhã desta quarta-feira, 27, na NSC TV. Ele ainda elencou uma série de medidas que buscam economia no Legislativo a fim de contribuir com o Governo.



 

 

Ainda na entrevista ao DC, Moisés falou sobre a polêmica envolvendo o festival de benefícios fiscais para o empresariado catarinense. “A concessão de benefícios fiscais era feita unicamente pela Secretaria da Fazenda. Criamos um grupo gestor, envolvendo a Fazenda, Planejamento, Procuradoria, Casa Civil para avaliar a concessão dos benefícios. Faremos isso por projetos de lei, que serão encaminhados à Assembleia Legislativa. ”

 

 

Sobre os setores contemplados, disse que “na próxima semana encaminharemos à Assembleia Legislativa o primeiro projeto, tratando do agronegócio. Nada mais será feito por decreto. Vamos atender à recomendação do Tribunal de Contas do Estado. Na sequência, vamos mandar projeto de lei que trata dos incentivos para o combustível de aviação. A tendência é fixarmos alíquota única de 12%, como é em São Paulo. Hoje, em SC, há empresas aéreas que pagam 17%, outras 12%. Daremos tratamento igualitário para não haver concorrência desleal. Isso precisará de contrapartida por parte das companhias. Queremos mais voos e oferta de mais destinos dentro do Estado. E assim será sequencialmente para outros setores.”

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