Canoinhas corre risco de ficar sem vacina pentavalente nos próximos dias


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Vacina que previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e outras infecções respiratórias já está em falta em diversas cidades do Estado

 

O Ambulatório de Epidemiologia de Canoinhas está com o estoque de vacina pentavalente nas últimas doses. A situação, no entanto, é melhor que na maioria dos Municípios catarinenses, onde a vacina que previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e outras infecções respiratórias, já está em falta.

 

Segundo a responsável pelo setor de imunização da Gerência de Saúde de Canoinhas, Francieli da Costa Colla, a vacina pentavalente está em falta no Estado de SC, mas Canoinhas deve receber nova remessa em breve. “Porém como tínhamos um  estoque na regional ainda não está faltando nos nossos municípios, todos estão com a pentavalente disponível”, afirma. Perguntada sobre prazo, ela diz que a vacina já deveria ter chegado.

 

ESTADO

A informação foi revelada pelo jornal Diário Catarinense desta quarta-feira, 21. Segundo a reportagem, diversas cidades catarinenses, principalmente as maiores, estão com falta da imunização. Ouvida pela reportagem, a gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC), Vanessa Vieira da Silva, justifica que desde abril o Ministério da Saúde não encaminha doses para o Estado, então só restam as que alguns postos tinham em estoque.

 

O Ministério da Saúde não respondeu se enfrenta problemas de envio da imunização e, em nota, afirmou que mandou neste ano 43,8 mil vacinas para Santa Catarina e que os Estados são responsáveis pela distribuição aos municípios. Porém Vanessa afirma que o Estado precisa de 30 mil doses por mês para suprir a demanda.

 

Vanessa diz que o ministério comunicou que estava com 6 milhões de doses em análise pois houve problemas na temperatura de armazenagem e por isso ainda não tinha enviado novas remessas. Na nota, o Ministério afirma que deve iniciar o envio nos próximos dias.

 

Segundo o médico pneumologista, Filipe Teixeira, a grande preocupação com a falta da vacina nesta época do ano é com a coqueluche, que é uma doença que apresenta tosse persistente e que possui um risco alto de transmissão. A doença é mais comum em crianças e por conta da maior aglomeração de pessoas no inverno, sua incidência e transmissibilidade é maior.

 

 





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